Uso de vape dispara entre jovens ansiosos e deprimidos

Uso de vape dispara entre jovens ansiosos e deprimidos

Novo estudo revela a preocupante relação entre ansiedade, depressão e o uso de cigarros eletrônicos por adolescentes.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Se tem uma coisa que os jovens de hoje em dia fazem bem é viver conectados. Mas, infelizmente, não é só no Wi-Fi que essa geração está plugada. Um novo estudo revelou que adolescentes com ansiedade e depressão têm maior propensão a usar vapes, e os números são preocupantes!

Quando o estresse vira fumaça

A pesquisa, realizada com 80 mil jovens entre 16 e 19 anos no Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, mostrou que aqueles que sofrem com problemas de saúde mental são mais propensos a recorrer aos cigarros eletrônicos. O motivo? A nicotina pode gerar uma sensação momentânea de alívio, mas o problema é que essa calmaria dura menos que uma série na Netflix.

O estudo apontou que 87% dos fumantes começaram antes dos 18 anos e a maioria continua fumando na vida adulta. Ou seja, o que começa como um "escape" pode rapidamente se transformar em um problema sério.

Vape vicia mesmo? A ciência responde

Se você acha que o cigarro eletrônico é uma alternativa inofensiva ao cigarro comum, melhor pensar duas vezes. Uma pesquisa feita no Brasil revelou que os usuários de vape podem ter até seis vezes mais nicotina no organismo do que aqueles que fumam um maço de cigarros por dia. Isso significa que o vício pode ser ainda mais intenso do que parece!

A pandemia e o aumento do consumo

Os pesquisadores acreditam que o aumento no uso dos vapes também foi impulsionado pela pandemia. Com o isolamento social e o aumento da ansiedade, muitos jovens recorreram ao cigarro eletrônico como uma forma de aliviar a tensão. Mas o problema é que, em vez de ajudar, o vape pode piorar os sintomas da ansiedade e da depressão, criando um ciclo vicioso difícil de quebrar.

O problema é real, mas tem solução

A relação entre saúde mental e o uso de nicotina entre adolescentes não pode ser ignorada. O estudo sugere que campanhas de conscientização precisam destacar essa conexão para ajudar a reduzir o consumo de cigarros eletrônicos entre os jovens.

Se você conhece alguém que está preso nesse ciclo ou sente que precisa de ajuda, não hesite em buscar apoio. Afinal, saúde mental é coisa séria – e não deve ser trocada por uma tragada de vapor.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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