Trump recebe o primeiro FIFA Peace Prize no sorteio da Copa

Trump recebe o primeiro FIFA Peace Prize no sorteio da Copa

Entenda por que o prêmio foi criado e como Trump se tornou o primeiro vencedor.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Trump recebe o primeiro FIFA Peace Prize em cerimônia histórica

Imagine a cena. As luzes do Kennedy Center, em Washington, se acendem diante de uma plateia global. A abertura do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 mal havia começado e o clima já era de espetáculo. Foi então que, diante de líderes mundiais, atletas lendários e artistas convidados, a FIFA anunciou oficialmente o que já movimentava bastidores há meses. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, recebeu o primeiro FIFA Peace Prize da história.

A partir desse momento, o sorteio deixou de ser apenas uma formalidade esportiva. Tornou-se também um evento político, simbólico e profundamente midiático.

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O sorteio deixou de ser apenas uma formalidade esportiva

 

O que é o FIFA Peace Prize e por que ele existe?

A FIFA apresentou o prêmio como uma forma de “reconhecer ações excepcionais em prol da paz”, embora nunca tenha explicado claramente quais critérios determinam os vencedores.

Esse novo prêmio chegou ao cenário internacional logo após Trump não conquistar o Nobel da Paz de 2025, que foi entregue à ativista venezuelana María Corina Machado. Na época, a Casa Branca afirmou que o comitê do Nobel havia escolhido “política no lugar de paz”.

Diante desse contexto, o prêmio da FIFA ganhou um peso ainda maior.

“Em um mundo cada vez mais dividido, é fundamental reconhecer quem trabalha para aproximar as pessoas em um espírito de paz”, afirmou Gianni Infantino durante a cerimônia.

A organização também destacou que a escolha é feita “em nome dos torcedores do mundo inteiro”.

A cerimônia com clima de show — e política

Assim que o nome de Trump foi anunciado, o público reagiu com curiosidade e tensão. Ele subiu ao palco como a figura mais observada entre os três líderes dos países-sede da Copa: o próprio Trump, o primeiro-ministro canadense Mark Carney e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Os três seguem envolvidos em negociações comerciais delicadas, o que adicionou um sabor diplomático ao evento.

Enquanto isso, nos bastidores, o clima era de espetáculo.

A FIFA escalou lendas como Tom Brady, Aaron Judge, Shaquille O'Neal e até Wayne Gretzky para participar do sorteio. Gretzky, por sua vez, vem sendo criticado no Canadá por sua proximidade com Trump diante das discussões sobre possíveis anexações territoriais propostas pelo presidente americano.

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Quando Trump foi anunciado o público reagiu com curiosidade e tensão

 

Um sorteio com toques de drama e protagonismo

O sorteio dos grupos, planejado como uma superprodução, foi descrito por Andrew Giuliani — diretor da Força-Tarefa da Copa do Mundo da Casa Branca — como o “MAGA-FIFA World Cup Draw”.

Ele afirmou que o evento seria “como uma grande ópera, cheia de drama”, e, ao que tudo indica, foi exatamente isso que entregou.

A ideia de Trump realizar o próprio sorteio chegou a ser considerada por Infantino, mas não saiu do papel. Ainda assim, a presença do presidente dominou câmeras, manchetes e conversas.

E agora, o que vem pela frente?

Depois dos grupos definidos para a primeira Copa do Mundo com 48 seleções, o planeta já começa a respirar futebol. O torneio começa no dia 11 de junho e termina em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Mas, antes mesmo do apito inicial, o FIFA Peace Prize já garantiu que a Copa de 2026 terá um componente adicional de debate, política e polêmica.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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