Terremoto atingiu o Japão e país entra em alerta de tsunami

Terremoto atingiu o Japão e país entra em alerta de tsunami

Japão suspendeu trens e mobilizou emergência. Tremor gerou alerta de tsunami e evacuação.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine acordar cedo, ouvir sirenes ao longe e ver uma mensagem urgente aparecer no celular pedindo evacuação imediata. Em poucos minutos, trens param, navios deixam os portos e milhares de pessoas correm para áreas mais altas. Foi exatamente esse cenário que tomou conta do Japão nesta segunda-feira.

Um forte terremoto atingiu o Japão e provocou alerta de tsunami em várias regiões do nordeste do país. O tremor aconteceu no Oceano Pacífico, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, e foi sentido até mesmo em Tóquio, a centenas de quilômetros do epicentro.

As autoridades japonesas agiram rapidamente. Moradores de áreas costeiras foram orientados a deixar suas casas e buscar locais seguros, enquanto emissoras de televisão exibiam mensagens de emergência em tempo real.

A preocupação principal é com a possibilidade de ondas de até 3 metros atingirem partes da costa japonesa.

A preocupação principal é com a possibilidade de ondas de até 3 metros atingirem partes da costa japonesa

A preocupação principal é com a possibilidade de ondas de até 3 metros atingirem partes da costa japonesa

Por que este terremoto atingiu o Japão?

O Japão é um dos países mais preparados do mundo para enfrentar tremores, mas também é um dos mais vulneráveis. Isso acontece porque o arquipélago está localizado em uma das regiões geologicamente mais instáveis do planeta.

O terremoto atingiu o Japão em uma área próxima à costa nordeste e já provocou ondas de tsunami de cerca de 80 centímetros em alguns portos. Em outras regiões, as ondas registradas chegaram a 40 centímetros.

Mesmo parecendo pequenas, essas ondas representam perigo real. Especialistas alertam que os primeiros tsunamis nem sempre são os maiores e que novas ondas podem surgir horas depois do tremor inicial.

O tsunami pode ser mais destrutivo do que parece

Muitas pessoas pensam que uma onda de 2 ou 3 metros não parece tão perigosa. Mas um tsunami funciona de forma completamente diferente de uma onda comum do mar.

Ele avança com enorme força, arrastando carros, postes, embarcações, árvores e tudo que estiver pela frente.

Uma onda de tsunami de apenas 1 metro já pode derrubar pessoas, arrastar veículos e inundar ruas inteiras.

Foi justamente esse risco que levou milhares de moradores a deixarem suas casas logo após o alerta. Em algumas cidades costeiras, navios saíram dos portos para evitar danos maiores e as sirenes de evacuação ecoaram durante horas.

O Japão é um dos países mais preparados do mundo para enfrentar tremores, mas também é um dos mais vulneráveis

O Japão é um dos países mais preparados do mundo para enfrentar tremores, mas também é um dos mais vulneráveis

Trens e serviços foram suspensos

O terremoto atingiu o Japão em um momento delicado, já que o país ainda carrega lembranças traumáticas de grandes desastres naturais, como o terremoto e tsunami de 2011.

Por precaução, os serviços de trens-bala na província de Aomori foram interrompidos. Algumas rodovias também foram fechadas temporariamente.

As autoridades classificaram o tremor como nível “5 superior” na escala sísmica japonesa, o que significa um abalo suficientemente forte para dificultar a locomoção das pessoas e causar danos em estruturas menos resistentes.

Apesar da tensão, empresas responsáveis por instalações nucleares desativadas afirmaram que não houve qualquer anormalidade nas áreas afetadas.

O que é o Anel de Fogo do Pacífico?

O motivo pelo qual terremoto atingiu o Japão com tanta frequência está ligado ao chamado Anel de Fogo do Pacífico.

Essa região é uma enorme faixa geológica de aproximadamente 40 mil quilômetros que circunda o Oceano Pacífico e concentra boa parte dos vulcões ativos e terremotos do planeta.

O Japão está sobre quatro placas tectônicas

O território japonês está localizado exatamente no encontro de quatro grandes placas tectônicas: a Placa do Pacífico, a Placa Norte-Americana, a Placa Euroasiática e a Placa das Filipinas.

Essas placas estão em movimento constante. Em muitos pontos, uma placa desliza por baixo da outra, acumulando energia durante décadas ou até séculos. Quando essa energia é liberada, ocorre um terremoto.

Cerca de 20% dos terremotos com magnitude acima de 6 acontecem no Japão.

Quando o deslocamento ocorre no fundo do mar, existe também o risco de tsunami. Isso acontece porque o solo oceânico empurra uma enorme quantidade de água para cima.

Estima-se que o Japão registre algum tremor sísmico praticamente a cada cinco minutos. Por isso, o país desenvolveu alguns dos sistemas de alerta mais avançados do mundo, além de prédios preparados para suportar fortes tremores.

Mesmo assim, toda vez que um terremoto atinge o Japão, fica claro que a tecnologia ajuda, mas não consegue eliminar completamente os riscos provocados pela força da natureza.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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