Se seu filho se perder, ele saberia o que fazer?

Se seu filho se perder, ele saberia o que fazer?

Pequenas orientações que fazem toda a diferença em momentos críticos. Confira essas 5 dicas que podem salvar vidas!


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já imaginou seu filho se perder? Ele saberia o que fazer?

Imagine a cena. Você está em uma praça de alimentação, olha para o lado por um segundo, e a criança que estava ali agora não está mais. O coração dispara, a visão turva, os pensamentos se atropelam.
Agora imagine o contrário. Seu filho respira fundo, lembra do que aprendeu, permanece no local, chama por você, pede ajuda da forma correta. A situação é difícil, mas ele sabe exatamente o que fazer.

Essa diferença começa em casa, com gestos simples.

A seguir, você vai descobrir cinco passos essenciais que podem transformar o pânico em controle e, acima de tudo, em segurança.

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Seu filho saberia o que fazer caso se perdesse?

 

1. Ensine seu filho a chamar por você em voz alta

Uma das primeiras atitudes de uma criança perdida é tentar se esconder, e isso só dificulta a busca. Por isso, treinem em casa como chamar por você em voz alta, usando o nome completo.

“Fique no mesmo lugar e chame pela mamãe ou pelo papai. Não se esconda.”

Criem pequenos exercícios durante passeios para reforçar essa lógica de permanecer visível.

2. Ajude seu filho a memorizar um número de telefone

Um número pode virar um superpoder. Transforme isso em brincadeira.
Que tal criar uma musiquinha com o número do responsável? Ou praticar no modo discado do celular em forma de jogo?

Além disso, ensine a criança a dizer:

“Estou perdido. O número da minha família é tal.”

Essa simples frase faz toda a diferença para quem tenta ajudar.

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Que tal criar uma musiquinha com o número do responsável?

 

3. Ensinem frases de segurança para momentos de emergência

Crianças podem travar frente ao medo, então a repetição é fundamental.
Use frases simples para decorar juntos.

Repitam periodicamente:

“Estou perdido. Minha família se chama tal e o número é tal.”

Explique também que sentir medo é normal. O importante é pedir ajuda.

4. Mostre quem são os adultos seguros

Nem todo adulto é seguro, e as crianças precisam descobrir como identificar quem pode ajudar.
Mostre exemplos sempre que estiverem na rua.

Pessoas uniformizadas, como seguranças e funcionários de lojas, são boas referências. Mães acompanhadas de filhos também costumam ser consideradas seguras.

Faça desse treino um jogo de observação durante passeios em shoppings ou parques.

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Pessoas uniformizadas, como seguranças e funcionários de lojas, são boas referências

 

5. Oriente sobre o que fazer se alguém causar medo

As crianças têm um instinto forte para perceber quando algo está errado. Ensine-as a confiar nesse sentimento.

Se alguém tentar levá-la, assustá-la ou tocar nela sem permissão, explique que o correto é:

“Grite não, corra e procure um adulto seguro.”

E ensine que ela deve sempre contar a você qualquer situação estranha, por menor que pareça.

Pequenos hábitos que salvam vidas

Ninguém acredita que isso pode acontecer até que acontece.
E quando acontece, é a preparação que protege.

Reforce esses cinco passos sempre que possível. Fale, brinque, demonstre, repita.
Essas pequenas práticas criam confiança na criança e tranquilidade na família.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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