Na manhã do dia 2 de maio de 2025, um forte terremoto de magnitude 7,4 sacudiu a região de Magalhães, no extremo sul do Chile. O abalo foi tão intenso que as autoridades chilenas ordenaram a evacuação imediata da costa, temendo um possível tsunami.
Imagens nas redes sociais mostraram moradores deixando suas casas com calma enquanto sirenes ecoavam. Felizmente, até o momento, não há relatos de vítimas ou grandes danos.
Mas isso levanta uma dúvida que muita gente tem:
Por que o Chile tem tantos terremotos?
O Chile não treme à toa. O país está localizado bem em cima do chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma região que forma um enorme arco em torno do Oceano Pacífico e concentra cerca de 90% de todos os terremotos do mundo.
Essa área é como uma caldeira geológica: ali, diversas placas tectônicas estão em constante movimento e colisão. No caso do Chile, a placa de Nazca está se chocando com a placa Sul-Americana — um empurra-empurra subterrâneo que libera uma energia absurda na forma de terremotos e até tsunamis.
Outros países que vivem tremendo
Além do Chile, o Japão, Indonésia, Nova Zelândia, México, Peru e Filipinas também estão nessa zona sísmica e, por isso, enfrentam terremotos com frequência.
Em alguns desses países, como o Japão, essa realidade é tão comum que as escolas ensinam desde cedo o que fazer durante um tremor — e os prédios são planejados para resistir a eles.
E o Brasil? Por que aqui não tem terremoto?
Você já percebeu que o Brasil quase nunca aparece nas notícias sobre tremores de terra? Isso tem um motivo: estamos bem no meio da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde acontecem os atritos entre placas tectônicas.
Ou seja, estamos em uma região “tranquila” do ponto de vista geológico. Até ocorrem pequenos tremores por aqui, como os que recentemente assustaram moradores no Rio Grande do Norte, mas são raros e geralmente muito fracos.
Curiosidade extra: o maior terremoto da história foi no Chile
Em 1960, o Chile entrou para a história com o maior terremoto já registrado no planeta: uma monstruosa magnitude de 9,5 graus na escala Richter. Esse evento devastador causou um tsunami que atravessou o Pacífico e atingiu até o Japão e o Havaí.
O que aprendemos com tudo isso?
Viver em regiões como o Chile exige atenção e preparação constante. Por isso, sistemas de alerta rápido, evacuação organizada e construções resistentes são fundamentais.
E da próxima vez que você ouvir falar em terremoto no noticiário, já sabe: a Terra está em movimento o tempo todo — e alguns lugares do mundo sentem isso com muito mais força.