Em 1867, a Rússia vendeu o Alasca para os Estados Unidos por apenas 7,2 milhões de dólares. Convertendo o valor, cada acre de terra custou menos de dois centavos. Para muitos, foi um dos negócios mais desiguais da história. Mas afinal, por que a Rússia tomou essa decisão?
O peso da economia e das guerras
Na época, o Império Russo enfrentava dificuldades financeiras. A Guerra da Crimeia havia drenado recursos e exposto a fragilidade do império frente às potências europeias. Manter o Alasca era caro, distante e arriscado, especialmente porque o território estava vulnerável a disputas com britânicos e americanos.
O papel da expansão americana
Enquanto a Rússia buscava aliviar pressões, os Estados Unidos viviam a era do “Destino Manifesto” — a ideia de que tinham o dever de expandir seu domínio sobre o continente. Após conquistar o Texas e a Califórnia, a compra do Alasca parecia um passo natural. Além disso, reduziria a influência britânica na região do Pacífico.
A negociação secreta
As conversas foram conduzidas pelo secretário de Estado William Seward e o diplomata russo Eduard Stoeckl. O tratado foi assinado em março de 1867, de madrugada, e aprovado pelo Congresso americano. Muitos jornalistas da época chamaram o negócio de “a loucura de Seward”, acreditando que o país havia comprado apenas um “gelo inútil”.
O que o Alasca escondia
Décadas depois, o Alasca revelou riquezas naturais quase inimagináveis. Petróleo, gás, ouro, madeira e uma posição estratégica no mapa transformaram a região em um dos ativos mais valiosos dos Estados Unidos. O que parecia uma loucura virou um dos negócios mais lucrativos da história mundial.
Curiosidades sobre a venda do Alasca
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A população local, formada em grande parte por povos indígenas e alguns colonos russos, somava cerca de 30 mil pessoas na época.
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A negociação foi paga em barras de ouro, transportadas de navio até São Petersburgo.
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Muitos russos consideram até hoje a venda como um erro estratégico, especialmente pela importância geopolítica que o Alasca ganhou na Guerra Fria.
Reflexão final
A resposta para por que a Rússia vendeu o Alasca está na combinação de economia frágil, derrotas militares e visão estratégica americana. Para os EUA, foi uma aposta visionária. Para a Rússia, um arrependimento histórico.