Você já imaginou largar tudo e mudar de carreira para cultivar maconha? Parece loucura? Pois nos Estados Unidos, isso pode significar um salário mensal de até R$ 70 mil!
A indústria da cannabis legal está em plena expansão por lá. São mais de 400 mil empregos ativos e um mercado que deve movimentar mais de R$ 430 bilhões até 2030. E o mais curioso? Muita gente está ganhando uma fortuna trabalhando com algo que, no Brasil, ainda enfrenta sérias barreiras legais.
Vamos explorar esse universo curioso e descobrir por que cargos como diretor de cultivo e químico de cannabis estão entre os mais cobiçados da atualidade.
Os cargos que pagam mais de R$ 800 mil por ano
Na indústria da cannabis, os salários podem ser tão altos quanto os efeitos da planta. Os cargos mais bem pagos incluem:
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Diretor de Cultivo – responsável por toda a operação de plantio e colheita;
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Mestre Cultivador – especialista em genética e qualidade das plantas;
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Cientista de Dados – ajuda empresas a entender tendências de consumo e otimizar operações;
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Técnico de Extração de Cannabis – transforma a planta em óleos, concentrados e comestíveis;
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Vice-presidente de Compliance – garante que tudo esteja dentro das leis estaduais;
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Engenheiro de Software para plataformas canábicas – desenvolve sistemas de rastreabilidade e controle.
O salário anual pode chegar a US$ 150 mil, o equivalente a R$ 848 mil por ano. Tudo isso trabalhando com uma das plantas mais antigas da humanidade.
Mas não é só chegar plantando, viu?
Para assumir cargos de liderança, é preciso bem mais que “dedo verde”. Um diretor de cultivo, por exemplo, precisa ter:
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Experiência de até 10 anos em horticultura ou agronomia;
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Conhecimento avançado em cultivo indoor e genética vegetal;
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Domínio de sistemas de rastreabilidade como o famoso “seed-to-sale” (da semente à venda);
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Capacidade de gerenciar equipes e cumprir exigências legais rígidas.
Mesmo assim, há caminhos para iniciantes. Começar como assistente de cultivo já abre portas. Além disso, participar de eventos, fazer networking e estudar sobre a legislação local é fundamental.
E o Brasil nessa história?
Por aqui, o avanço ainda é tímido. A legislação é restrita e a maior parte das iniciativas acontece via judicialização ou importação de medicamentos.
Mesmo assim, empresas brasileiras já estão se movimentando. A Humora, por exemplo, investiu US$ 1 milhão em um laboratório de cannabis nos EUA.
E a Embrapa, referência em pesquisa agrícola, já planeja estudos sobre o cultivo da planta em solo nacional.
Curiosidades que você (provavelmente) não sabia
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Nos EUA, existem vinhos e cervejas infusionadas com THC e CBD;
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O estado de Nova York é um dos que mais geram empregos no setor;
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A marca Stiiizy é a mais vendida no mundo, com produtos que vão de vaporizadores a balas comestíveis;
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A cannabis é uma das indústrias que mais cresce em número de startups tecnológicas.
Um mercado em floração (literalmente)
Apesar de altos impostos e regulações complicadas, o mercado de cannabis nos EUA mostra que o futuro é verde — e lucrativo. Se o Brasil seguir o mesmo caminho, poderemos ver novas profissões surgindo e uma revolução no agronegócio e na medicina.
Já imaginou trabalhar com uma planta que pode mudar vidas — e ainda pagar como um alto executivo?