A Finlândia mantém seu reinado como o país mais feliz do mundo pelo sétimo ano consecutivo, de acordo com um relatório patrocinado pela ONU, divulgado recentemente. Enquanto isso, o Brasil conquistou a 44ª posição, subindo cinco lugares em relação ao ano anterior.
Comparado com outras nações sul-americanas, o Brasil fica atrás apenas do Uruguai (26º) e do Chile (38º). O estudo considera seis fatores-chave, incluindo apoio social, renda, saúde, liberdade, generosidade e ausência de corrupção.
Os países nórdicos dominam os primeiros lugares, com Dinamarca, Islândia e Suécia logo após a Finlândia. Em contrapartida, o Afeganistão, assolado por crises humanitárias após a ascensão do Talibã ao poder, ocupa a última posição na lista de 143 países.
Pela primeira vez em mais de uma década, os Estados Unidos e a Alemanha não figuram entre os 20 países mais felizes, ocupando as posições 23 e 24, respectivamente. Costa Rica e Kuwait ingressaram no top 20, ocupando as posições 12 e 13.
O relatório destaca uma falta de países populosos entre os 20 primeiros, com apenas Holanda e Austrália tendo mais de 15 milhões de habitantes. A pesquisadora Jennifer De Paola, da Universidade de Helsinque, atribui a alta satisfação dos finlandeses à proximidade com a natureza e a um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Além disso, a confiança nas instituições, a baixa corrupção e o acesso gratuito à saúde e educação desempenham um papel fundamental na felicidade dos finlandeses. O relatório também destaca um aumento do sentimento de felicidade entre as gerações mais jovens, mas ressalta a crescente desigualdade nesse aspecto em várias regiões do mundo.