Mosquitos gigantes e peixes para combater Chikungunya na China

Mosquitos gigantes e peixes para combater Chikungunya na China

Mais de 7 mil casos de chikungunya levaram Guangdong a adotar medidas para tentar conter os casos.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine acordar e descobrir que a sua cidade está liberando mosquitos gigantes e peixes comedor de larvas para combater um surto. Parece enredo de filme, mas está acontecendo de verdade em Guangdong, no sul da China. Desde julho, mais de 7 mil casos do vírus chikungunya foram registrados, sendo quase 3 mil em apenas uma semana, e a população vive dias de tensão.

O que é o chikungunya e por que ele preocupa

O chikungunya é transmitido pela picada de mosquitos Aedes infectados, os mesmos que podem espalhar dengue e zika. Os sintomas aparecem de três a sete dias após a picada e incluem febre alta, dores articulares intensas, erupções cutâneas, dores musculares e de cabeça.
O mais assustador? A dor nas articulações pode durar meses ou até anos em alguns casos. Embora não seja contagioso de pessoa para pessoa e raramente seja fatal, a recuperação pode ser longa e dolorosa.

Medidas extremas para conter o surto

As autoridades de Guangdong estão tratando o surto como uma ameaça séria e tomaram medidas que lembram os tempos da pandemia. Entre elas:

  • Internar pacientes sob mosquiteiros até testarem negativo ou completarem uma semana de isolamento.

  • Obrigar moradores a eliminar toda água parada, de vasos de plantas a cafeteiras, sob pena de multa de até 10 mil yuans (cerca de R$ 7 mil).

  • Soltar mosquitos-elefantes, maiores e inofensivos para humanos, mas devoradores de mosquitos transmissores.

  • Liberar 5 mil peixes comedor de larvas nos lagos da região.

  • Usar drones para identificar focos de água parada nas cidades.

Curiosidades sobre o chikungunya

  • O nome vem da língua makonde, e significa “aquele que se dobra”, por causa da postura encurvada dos pacientes devido à dor.

  • Foi identificado pela primeira vez na Tanzânia em 1952 e já apareceu em mais de 110 países.

  • Apesar de não haver tratamento antiviral, analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar os sintomas.

  • Grupos mais vulneráveis incluem bebês, idosos e pessoas com doenças como diabetes e problemas cardíacos.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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