Já imaginou se Goiás tivesse fronteiras oficiais, uma moeda própria e assento nas grandes mesas do mundo? Ao observar com atenção os números, a cultura e a identidade do estado, essa pergunta deixa de ser delírio criativo e passa a parecer um exercício quase lógico.
Se fosse um país independente, a República de Goiás reuniria algo raro no cenário internacional: força econômica real, alta produtividade, identidade cultural própria e um território capaz de encantar tanto investidores quanto viajantes.
Goiás não seria apenas um país produtor. Seria um país com alma, narrativa e voz própria.
Uma potência agrícola que rivalizaria com nações inteiras
No campo econômico, Goiás já fala a língua dos gigantes. Como país, estaria entre os maiores produtores de soja do planeta, ocupando algo entre a 6ª e a 8ª posição mundial, à frente de países como Canadá, Paraguai e Ucrânia.
No milho, mesmo sem liderar, figuraria como player relevante, entre as 15 maiores produções globais. Já no sorgo, Goiás-país seria protagonista absoluto, figurando no TOP 5 mundial, ao lado de Estados Unidos, Índia e Nigéria.
Na carne bovina, com um rebanho de cerca de 23 milhões de cabeças, entraria facilmente no TOP 10 global, consolidando-se como exportador estratégico de proteína animal.
E quando o assunto é energia limpa, o protagonismo seria ainda mais claro. Goiás, líder nacional em etanol de milho, estaria entre os cinco maiores produtores de etanol do mundo, tornando-se referência internacional em agroenergia sustentável.
A moeda da República de Goiás: o Baru
Todo país precisa de símbolos, e a República de Goiás teria um dos mais originais do mundo: o Baru, moeda nacional inspirada no fruto símbolo do Cerrado.
As cédulas seriam mais que dinheiro, seriam narrativa cultural:
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2 Barus: Geraldinho, contador de causos, representando a oralidade e o humor popular
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10 Barus: Bariani Ortêncio, guardião das tradições e da memória goiana
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20 Barus: Iris Rezende, símbolo da política transformadora
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50 Barus: Bernardo Élis, força da literatura regional
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100 Barus: Cora Coralina, a alma poética do país
Seria uma moeda que circularia contando histórias, valorizando identidade e memória coletiva.
Cultura: o verdadeiro soft power goiano
Se Goiás fosse um país, sua maior arma diplomática talvez não fosse o agro, mas a cultura.
O sertanejo seria, sem dúvida, a música nacional. Uma trilha sonora que cruzaria fronteiras, estádios e rádios pelo mundo. Mas a República de Goiás não seria monotemática. O país também exportaria rock, MPB, música alternativa, rap regional e experiências sonoras que misturam tradição e modernidade.
Na literatura, Goiás teria status de referência. Nomes como Cora Coralina e Bernardo Élis estariam nos currículos internacionais, estudados como expressões genuínas de um país que transformou simplicidade em profundidade.
Gastronomia que conquistaria o mundo
Poucos países teriam uma gastronomia tão identitária. O mundo conheceria:
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O pequi como patrimônio nacional
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A galinhada, o arroz com pequi, o empadão goiano e a pamonha como pratos de exportação cultural
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A cozinha goiana como símbolo de comida afetiva, rústica e sofisticada ao mesmo tempo
A República de Goiás seria destino gastronômico obrigatório para chefs, críticos e curiosos.
Turismo: um país inteiro de cartões-postais
Se Goiás fosse um país, seria também um fenômeno turístico.
A Chapada dos Veadeiros estaria entre os principais destinos de ecoturismo do planeta. Pirenópolis seria referência mundial em patrimônio histórico e festivais culturais. Caldas Novas atrairia visitantes de todos os continentes com seu maior complexo de águas termais do mundo.
E isso sem contar cidades históricas, cachoeiras, serras, festas populares e o Cerrado preservado como ativo nacional.
O perfil da República de Goiás no mundo
No cenário internacional, Goiás-país seria visto como:
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Uma potência agroenergética
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Um país de commodities estratégicas
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Uma nação culturalmente forte
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️ Um polo gastronômico
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️ Um destino turístico desejado
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⚖️ Alta produtividade com baixa população
No fim das contas, imaginar Goiás como país ajuda a enxergar o óbvio que muitas vezes passa despercebido: o estado já é um ator global. Só ainda não tem bandeira na ONU.