Todo mês de julho, algo curioso acontece em Goiás: por um único dia, Goiânia deixa de ser capital. E quem assume esse título simbólico é a cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho. Essa tradição ocorre em homenagem ao aniversário da antiga capital, que completa 298 anos de história, cultura e resistência.
A celebração não é apenas simbólica — ela tem peso histórico. A cidade de Goiás foi a primeira capital do estado, no tempo em que ainda se chamava Vila Boa de Goiás. A mudança da sede para Goiânia só aconteceu em 1937, por razões logísticas e políticas. Mas essa volta simbólica à origem é um gesto de respeito à memória e ao berço da administração goiana.
Um tesouro histórico tombado pela UNESCO
Caminhar pelas ruas de pedra da cidade de Goiás é como voltar no tempo. Os casarões coloniais, igrejas barrocas e praças históricas encantam turistas e moradores. O centro histórico da cidade é Patrimônio Mundial da Humanidade, reconhecido pela UNESCO — um título que poucas cidades brasileiras têm.
E para quem gosta de literatura, a cidade guarda um tesouro ainda mais especial: foi lá que nasceu Cora Coralina, uma das maiores poetisas do Brasil. A Casa de Cora, onde ela viveu, foi transformada em museu e é visita obrigatória para quem ama poesia e cultura popular.
Tradições que resistem ao tempo
Além da história e da arquitetura, a cidade de Goiás também é famosa por suas tradições culturais únicas. O FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) atrai artistas e amantes do audiovisual de todo o país. Já a Procissão do Fogaréu, realizada durante a Semana Santa, emociona quem participa ou assiste. A cidade literalmente se ilumina com tochas e encenações que mantêm viva a fé e o folclore local.
Se você ainda não conhece Goiás Velho, essa é a dica: coloque a cidade na sua lista de viagens. História, cultura, arte e emoção não vão faltar.