Imagine viver em uma ilha onde o chão treme mais de cem vezes por dia. Parece cena de filme apocalíptico ou história em quadrinhos, mas é o que está acontecendo no sul do Japão, onde uma sequência intensa de terremotos tem chamado a atenção do mundo.
Mil terremotos em uma semana? Isso é real
A região das ilhas Tokara, localizada no sul do Japão, registrou mais de mil tremores sísmicos em apenas sete dias. Em alguns dias, foram contabilizados mais de 180 terremotos em 24 horas. O mais intenso deles teve magnitude 5,5, forte o suficiente para derrubar pessoas e assustar moradores.
Diante da atividade incomum, autoridades japonesas evacuaram algumas ilhas remotas por precaução. Apesar da preocupação, especialistas garantem que não há indícios de um grande terremoto se aproximando. Mas os moradores seguem em alerta.
Por que tantos tremores assim?
A explicação está nas placas tectônicas. O Japão está localizado sobre a junção de quatro delas, o que faz do país um dos mais sísmicos do planeta. São cerca de 1,5 mil terremotos por ano, o que representa aproximadamente 20% de todos os terremotos do mundo.
Além disso, a região das ilhas Tokara tem uma topografia submarina bastante peculiar. Segundo os cientistas, o aumento da pressão abaixo do leito marinho facilita a ocorrência de tremores sequenciais.
Fake news e HQs apocalípticas
A frequência dos terremotos acabou gerando boatos e teorias exageradas, alimentadas por histórias em quadrinhos que previam catástrofes gigantescas no Japão. As autoridades, porém, pedem cautela: a ciência ainda não consegue prever com exatidão onde e quando um terremoto vai acontecer.
Por isso, a recomendação é que os moradores fiquem atentos apenas aos alertas oficiais e não se deixem levar por previsões apocalípticas sem base científica.
O Japão já passou por isso antes
Essa não é a primeira vez que a região enfrenta tremores em massa. Em setembro de 2023, por exemplo, foram registrados 346 terremotos em um único mês na mesma região. Felizmente, a maior parte desses eventos são de baixa magnitude, sem causar grandes danos.
Mas o alerta serve como lembrete de que a Terra está sempre em movimento — e, às vezes, esse movimento se torna impossível de ignorar.