Gripe aviária pode ser pior que a Covid, alertam cientistas

Gripe aviária pode ser pior que a Covid, alertam cientistas

Entenda por que cientistas veem o vírus H5N5 como ameaça crescente.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

A mutação que o mundo teme: gripe aviária pode superar a Covid?

Você já imaginou acordar e descobrir que um vírus silencioso, que há anos circula entre aves, finalmente encontrou uma brecha para atingir humanos de forma mais agressiva? Essa é a preocupação crescente entre especialistas ao redor do mundo, agora que novos casos de gripe aviária surgem em animais e até em pessoas. Há quem diga que estamos diante de uma ameaça que pode ser ainda mais séria do que a pandemia de Covid.

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Cientistas veem o vírus H5N5 como ameaça crescente.

 

Um vírus que avança entre espécies

Relatórios recentes mostram que a Reuters alertou para a expansão do vírus da gripe aviária entre aves domésticas, aves selvagens e mamíferos. E isso representa um risco real, inclusive para humanos.

A diretora do centro de infecções respiratórias do Instituto Pasteur, Marie-Anne Rameix-Welti, afirma que uma simples mutação capaz de permitir a transmissão direta entre pessoas poderia desencadear uma pandemia potencialmente mais severa que a vivida com a Covid-19.

“Uma mutação que facilite a transmissão entre humanos seria nosso maior ponto de atenção”, afirmam cientistas ligados ao instituto.

Primeiras mortes e o alerta internacional

Recentemente, o vírus H5N5 foi identificado no primeiro caso fatal nos Estados Unidos. A contaminação ocorreu em um cenário clássico: contato direto com aves infectadas.

Casos como esse reforçam a importância da vigilância epidemiológica e mostram que o vírus está longe de ser uma ameaça distante. Ao longo dos últimos anos, surtos já obrigaram ao abate de centenas de milhões de aves, pressionando a cadeia global de alimentos e aumentando preços.

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O vírus H5N5 foi identificado no primeiro caso fatal nos Estados Unidos

 

Risco atual é baixo, mas não deve ser ignorado

Entre 2003 e 2025, a Organização Mundial da Saúde registrou quase mil episódios envolvendo humanos, com uma taxa de letalidade de cerca de 48 por cento.

Mesmo assim, especialistas como Gregorio Torres, da Organização Mundial de Saúde Animal, explicam que a probabilidade de uma nova pandemia ainda é considerada baixa.

Ainda assim, ele reforça a necessidade de preparo.

“A possibilidade existe, mas é muito baixa”, afirma o especialista.

Um cenário diferente de 2020

Um ponto positivo é que a ciência está mais equipada do que no início da crise da Covid. Vacinas candidatas estão prontas, estoques de antivirais existem e a capacidade de produção mundial é bem maior do que há alguns anos.

Esses elementos, somados a respostas rápidas, podem impedir que uma mutação perigosa evolua para uma crise de escala global.

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m ponto positivo é que a ciência está mais equipada do que no início da Covid

 

Por que a gripe aviária preocupa tanto?

Além da alta taxa de letalidade, o vírus muda constantemente. Seu avanço entre mamíferos, como cavalos-marinhos, vacas e até leões marinhos, sugere que ele está adaptando suas formas de infecção. E quando um vírus encontra meios novos de se espalhar, a comunidade científica sempre acende o sinal vermelho.

A dúvida que paira no ar é simples e inquietante:

Será que estamos diante da próxima grande pandemia?

Por enquanto, a resposta é não. Mas a história mostra que subestimar um vírus em evolução nunca foi uma boa ideia.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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