Fita cassete de DNA pode armazenar todas as músicas já gravadas

Fita cassete de DNA pode armazenar todas as músicas já gravadas

Pesquisadores criaram uma fita de DNA capaz de armazenar 36 petabytes e preservar dados por séculos.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

A fita cassete de DNA que pode durar séculos

Já imaginou uma fita cassete capaz de guardar não apenas músicas, mas todo o conhecimento da humanidade por séculos? Pois isso não é ficção científica. Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, na China, criaram um dispositivo que une a nostalgia dos anos 80 com a tecnologia mais promissora de armazenamento digital: o DNA sintético.

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Uma fita cassete capaz de guardar o conhecimento da humanidade por séculos

 

Como funciona a fita cassete de DNA

O segredo está na impressão de moléculas de DNA sintético em uma fita plástica. Cada base do DNA – A, T, C e G – funciona como se fossem os zeros e uns de um computador. Assim, é possível converter qualquer tipo de arquivo digital em código genético, seja texto, foto, música ou até vídeos inteiros.

Mas os cientistas não pararam por aí. Para facilitar o acesso às informações, adicionaram códigos de barras ao longo da fita. Funciona como uma biblioteca: primeiro você encontra a prateleira, depois o livro exato. Isso resolve um dos maiores problemas do armazenamento em DNA, que sempre foi recuperar os dados de forma prática.

Um cofre digital quase indestrutível

Além da inovação, os pesquisadores deram à fita uma verdadeira armadura: uma camada de cristal chamada imidazolato zeolítico, que protege as moléculas contra degradação. Com isso, as informações podem ser preservadas por séculos, sem perder qualidade.

Para ter uma ideia da capacidade, enquanto uma fita cassete tradicional guardava cerca de 12 músicas de cada lado, essa versão futurista consegue armazenar 36 petabytes. Isso equivale a nada menos que 36 mil terabytes, o suficiente para abrigar milhões de horas de vídeo em alta definição.

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A versão futurista conseguirá armazenar 36 petabytes

 

A aparência engana

Apesar de parecer uma fita cassete retrô, ela não pode ser usada em aparelhos antigos, como o famoso Walkman. Isso porque o dispositivo não funciona com sinais magnéticos, mas sim com a linguagem da biotecnologia. Como brincou um dos pesquisadores: “seria como tentar tocar uma foto em um toca-discos”.

O mais curioso é perceber que o futuro da computação pode estar escondido dentro daquilo que nos faz humanos: o DNA.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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