Fim do motorzinho? Cientistas criam tratamento de cárie sem dor

Fim do motorzinho? Cientistas criam tratamento de cárie sem dor

Descubra como o superlaboratório Sirius está ajudando nessa revolução odontológica.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou tratar cárie sem dor, sem anestesia e sem broca?

O som do motorzinho do dentista é o pesadelo de muita gente. Mas e se ele pudesse virar coisa do passado?
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo uma tecnologia capaz de eliminar a cárie sem causar dor e o segredo está em partículas tão pequenas que você precisaria de um microscópio para vê-las.

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O som do motorzinho do dentista é o pesadelo de muita gente

O superlaboratório que pode mudar a odontologia

A revolução começou no Sirius, um dos laboratórios mais avançados do mundo, localizado em Campinas (SP). É lá que cientistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estudam como nanopartículas de prata podem agir diretamente sobre as bactérias que causam a cárie.

Essas partículas são 50 mil vezes mais finas que um fio de cabelo e têm um superpoder: elas grudam nas bactérias e rompem suas membranas, impedindo que continuem a se multiplicar.
O resultado? A infecção para de se espalhar e o dente cria uma espécie de barreira de proteção natural.

“Nós desenvolvemos uma formulação que trata a cárie sem broca, sem anestesia e de forma completamente indolor. Já testamos com sucesso em mais de 3 mil crianças”, explica o pesquisador André Galembeck, especialista em nanotecnologia.

O futuro chegou: sem dor e com precisão

O tratamento está sendo testado em consultórios de Campinas e tem recebido elogios de quem experimentou.
O estudante Miguel Máximo, por exemplo, foi só sorrisos:

“Eu não senti nada! É muito melhor do que usar a broca, que dói e assusta.”

Segundo a ortodontista Daniela Arruda, a maior vantagem da solução é a precisão. Enquanto a broca remove pedaços maiores do dente, essa tecnologia age somente nas áreas afetadas, preservando o que está saudável.
Além de ser indolor, o procedimento é mais rápido e torna as consultas menos traumáticas, principalmente para as crianças.

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O tratamento está sendo testado em consultórios de Campinas

Sirius e o próximo passo da pesquisa

O trabalho no superlaboratório Sirius é essencial para entender como o produto interage com o dente e garantir a segurança antes da liberação comercial. De acordo com a pesquisadora Ohanna Costa, do CNPEM, o estudo detalhado garante que a tecnologia chegue ao público de forma segura e eficiente.

A próxima etapa será obter autorização da Anvisa para comercializar o produto. Se tudo correr bem, o som do temido motorzinho pode estar com os dias contados.

Um sorriso para o futuro

O avanço é mais do que uma inovação científica; é um passo gigantesco para tornar as visitas ao dentista mais humanas, rápidas e sem sofrimento.
Afinal, quem nunca desejou sair do consultório com um sorriso bonito e sem dor?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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