FIFA que mudar regra do impedimento antes da Copa do Mundo

FIFA que mudar regra do impedimento antes da Copa do Mundo

Nova regra do impedimento pode favorecer atacantes. Proposta tenta acabar com decisões milimétricas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

E se o impedimento deixasse de ser decidido no detalhe?

Imagine um gol anulado porque a ponta da chuteira estava alguns milímetros à frente do defensor. Agora imagine o mesmo lance sendo validado. Essa diferença mínima, quase invisível a olho nu, pode estar com os dias contados. A FIFA discute uma mudança histórica na regra do impedimento e ela pode entrar em vigor já na Copa do Mundo de 2026.

Nos bastidores do futebol internacional, o tema voltou com força nas últimas semanas. A ideia é simples, mas profunda em seus efeitos: o atacante só estaria em posição irregular se estivesse completamente à frente do defensor no momento do passe. Qualquer parte do corpo alinhada com a defesa manteria o lance legal.

A proposta tenta devolver ao futebol algo que se perdeu nos últimos anos: a sensação de justiça nos lances interpretativos.

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Nos bastidores do futebol internacional, o tema voltou com força nas últimas semanas

 

⚖️ O que exatamente a FIFA quer mudar na regra do impedimento?

Pela regra atual, basta que qualquer parte do corpo permitida para marcar gol esteja à frente do defensor para que o impedimento seja marcado. Com o uso do VAR, isso passou a gerar decisões extremamente precisas, muitas vezes resolvidas por linhas quase microscópicas.

A mudança em estudo inverteria essa lógica. O impedimento só seria caracterizado se o atacante estivesse inteiramente à frente do adversário. Se um pé, ombro ou joelho estiverem na mesma linha do zagueiro, o lance seguiria normalmente.

Na prática, isso favorece o jogo ofensivo e reduz a quantidade de gols anulados por margens mínimas.

Arsène Wenger e a ideia de um futebol mais ofensivo

O principal defensor da mudança é Arsène Wenger, ex-treinador histórico do Arsenal e atual diretor de Desenvolvimento Global da FIFA. Há anos, o francês argumenta que a regra precisa evoluir para acompanhar o futebol moderno.

Para Wenger, o VAR expôs uma fragilidade antiga da regra: ela nunca foi pensada para ser aplicada com precisão milimétrica. O resultado, segundo ele, foi um jogo mais travado, menos espontâneo e com menos gols.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, já declarou publicamente que o objetivo da entidade é tornar o futebol mais rápido, mais ofensivo e mais atraente para o público.

“Queremos mais gols, um futebol mais fluido e menos interrupções por detalhes quase invisíveis”, afirmou Infantino em debates anteriores sobre o tema.

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O objetivo da entidade é tornar o futebol mais rápido, mais ofensivo e mais atraente para o público

 

️ A mudança pode valer já na Copa do Mundo de 2026?

Sim, essa é uma possibilidade real. A discussão vem ganhando força dentro dos painéis técnicos da FIFA e pode ser votada nos próximos meses. Caso seja aprovada nas comissões responsáveis, a proposta segue para a assembleia geral, onde historicamente a maioria das sugestões acaba validada.

Segundo especialistas em arbitragem, se passar pelas etapas internas, a nova interpretação do impedimento pode ser testada em competições menores antes de estrear oficialmente na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Atacantes e defensores veem a regra de formas opostas

Como era de se esperar, a proposta divide opiniões. Atacantes tendem a apoiar a mudança, já que ela amplia as possibilidades de ataque e reduz a margem de punição. Defensores e técnicos mais conservadores, por outro lado, temem o aumento no número de gols e a dificuldade maior para organizar linhas defensivas.

Essa tensão, no entanto, é vista pela FIFA como parte natural da evolução do jogo. Afinal, regras como o recuo ao goleiro, o cartão vermelho e o próprio VAR também enfrentaram resistência antes de se consolidarem.

Um pequeno ajuste com impacto gigante

Se confirmada, a nova regra do impedimento pode representar uma das maiores transformações do futebol moderno. Menos gols anulados, menos interrupções, menos debates intermináveis e mais emoção dentro de campo.

Agora, a bola está com a FIFA. E, se depender da vontade de Wenger e da pressão por um futebol mais ofensivo, o impedimento como conhecemos pode estar prestes a entrar para a história.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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