FGC começa a pagar clientes do Banco Master. Como reivindicar?

FGC começa a pagar clientes do Banco Master. Como reivindicar?

Ressarcimento do Banco Master já pode ser solicitado. Quando o dinheiro será pago ao investidor?


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou receber a notícia de que, finalmente, existe um caminho claro para recuperar um dinheiro que parecia perdido? Para milhares de investidores do Banco Master, este fim de semana marcou exatamente esse sentimento. Depois de semanas de incerteza, o processo de ressarcimento começou a sair do papel e entrou na fase mais aguardada: o pagamento.

A partir deste sábado, o Fundo Garantidor de Crédito abriu oficialmente o recebimento dos pedidos de ressarcimento para quem investiu em CDBs do Banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim de 2025. O movimento envolve cifras bilionárias, centenas de milhares de credores e também um alerta importante contra golpes que costumam surgir em momentos de fragilidade financeira.

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O processo de ressarcimento começou a sair do papel e entrou na fase de pagamento


FGC inicia ressarcimento de clientes do Banco Master

O Fundo Garantidor de Crédito informou que já está recebendo as solicitações de ressarcimento dos investidores pessoas físicas e jurídicas que tinham aplicações garantidas na instituição. No caso das pessoas físicas, o pedido deve ser feito exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC. Já as empresas precisam utilizar o site do fundo.

O foco inicial são os investidores em CDBs, um dos principais produtos oferecidos pelo Banco Master antes de sua liquidação. O CDB é um investimento de renda fixa em que o cliente empresta dinheiro ao banco em troca de juros, podendo ter remuneração pré ou pós-fixada.

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O Fundo Garantidor de Crédito informou que já está recebendo as solicitações de ressarcimento dos investidores pessoas físicas e jurídicas 


Quando o dinheiro cai na conta?

Segundo o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, o trabalho para organizar os dados dos credores foi intenso e envolveu equipes que atuaram de forma contínua para acelerar o processo.

“Concluída a fase de solicitação no aplicativo, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade.”

De acordo com os números mais recentes, o total de credores ficou abaixo da estimativa inicial. O FGC calcula cerca de 800 mil pessoas e empresas com direito à garantia, frente a uma projeção anterior de 1,6 milhão. O valor total a ser desembolsado será de aproximadamente R$ 40,6 bilhões.

Para dar conta desse pagamento, o fundo informou que possui liquidez superior a R$ 125 bilhões, considerando dados de novembro de 2025.

Atenção redobrada: golpes já estão circulando

Com o início dos ressarcimentos, o alerta para fraudes também foi reforçado. O FGC destacou que criminosos costumam se aproveitar desse tipo de situação para enganar investidores, prometendo facilidades inexistentes.

O fundo esclareceu que não cobra taxas, não antecipa valores, não utiliza intermediários e não entra em contato por WhatsApp ou SMS. Toda comunicação acontece apenas pelos canais oficiais, como aplicativo, telefone, e-mail e redes sociais verificadas.

Em momentos de crise financeira, a pressa pode custar caro. Confirmar informações nos canais oficiais é parte essencial da proteção do próprio dinheiro.

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O FGC destacou que criminosos costumam se aproveitar desse tipo de situação para enganar investidores


Por que o Banco Master foi liquidado?

O Banco Master foi liquidado em dezembro de 2025 pelo Banco Central após operar por um período prolongado sob alto risco. A instituição enfrentava dificuldades relacionadas ao custo elevado de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados.

Um dos principais sinais de alerta foi a oferta de produtos com rendimentos muito acima da média do mercado, especialmente CDBs. Tentativas de venda do banco não avançaram, em meio a questionamentos de órgãos de controle e falta de transparência.

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O Banco Master foi liquidado em dezembro de 2025 pelo Banco Central após operar por um período prolongado sob alto risco


Quem tem direito à proteção do FGC?

O Fundo Garantidor de Crédito protege saldos e investimentos de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando esse teto.

Estão cobertos pelo FGC produtos como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. Já aplicações como debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento e outros títulos fora do sistema não contam com essa garantia.

Em casos sem cobertura, o investidor entra na fila da liquidação e só poderá recuperar valores se houver recursos após o pagamento das obrigações prioritárias.

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Imagem criada por IA imaginando o prédio do BC como um robô gigante protetor


O que esse episódio ensina ao investidor?

Mais do que um processo burocrático, o caso do Banco Master reforça a importância de entender o risco por trás de promessas de rentabilidade elevada. O FGC funciona como uma rede de proteção, mas possui limites claros e não cobre todos os tipos de investimento.

A partir de agora, para quem tinha valores garantidos, o foco é acompanhar o pedido pelo aplicativo oficial, desconfiar de qualquer abordagem suspeita e aguardar o prazo informado para o crédito em conta.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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