A tensão entre Venezuela e Guiana atinge um novo ápice com o referendo consultivo em Caracas, onde os eleitores apoiaram a proposta de estabelecer um estado venezuelano na disputada região de Essequibo, conhecida por suas reservas de petróleo, gás, ouro e outros minerais. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, não apenas ordenou a criação do estado Guayana Esequiba como também anunciou a concessão de nacionalidade venezuelana a todos os residentes da área.
A região, correspondente a dois terços do território da Guiana, torna-se o epicentro dessa controvérsia, representando uma ameaça existencial ao país vizinho, conforme denominado por Georgetown. Com uma população diversificada e costumes singulares, aqui estão quatro fatos para entender melhor a vida em Essequibo.
1. População: Essequibo abriga aproximadamente 125.000 pessoas, sendo palco da disputa territorial entre Venezuela e Guiana. Mais de 19.000 migrantes venezuelanos buscam melhores condições econômicas e de trabalho na Guiana, uma região abundante em recursos naturais, florestais e agrícolas. A extração de petróleo e as reservas de ouro são fontes significativas de renda, e diversos grupos indígenas, como Sarao, Arawako, Kariña, Patamuná, e outros, contribuem para a riqueza cultural de Essequibo.
2. Idioma: O inglês é a língua predominante nos cerca de 160.000 km² de Essequibo, embora a diversidade de grupos indígenas resulte em diferentes idiomas, como pemon, arekuna, e wapishana.
3. Cultura: Com uma história vinculada ao Reino Unido, Essequibo reflete tradições familiares robustas, semelhantes às "Índias Ocidentais". Suas festividades são vibrantes, com música nas ruas e a dança desempenhando papel central.
4. Economia: A moeda oficial é o dólar da Guiana, e a região é foco de disputa devido à abundância de recursos minerais, incluindo bauxita, ouro, diamantes e manganês. Caracas sugere a presença de "reservas importantes de urânio, petróleo e gás natural."
A criação do estado Guayana Esequiba intensifica a incerteza sobre o futuro dessa disputa territorial, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.