Entenda por que doar medula óssea é tão importante

Entenda por que doar medula óssea é tão importante

Saiba como funciona a doação de medula óssea, quem pode ser doador e por que esse gesto simples pode salvar milhares de vidas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Doação de medula óssea: o gesto que pode salvar vidas

Já imaginou que uma simples decisão sua pode ser a diferença entre a vida e a morte de alguém? É exatamente isso que acontece quando você decide se tornar um doador de medula óssea. Esse ato de solidariedade é capaz de oferecer esperança a pacientes que lutam contra doenças graves, como leucemias, linfomas e outras condições do sangue.

O Brasil é destaque no mundo quando o assunto é doação. Atualmente, o país conta com 5,9 milhões de doadores cadastrados no REDOME, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Isso coloca o Brasil em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.

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Esse ato de solidariedade é capaz de oferecer esperança a vários pacientes

 

Mas, mesmo com números tão expressivos, ainda faltam doadores ativos. A maioria das pessoas não atualiza seus dados ou não comparece quando chamada. Por isso, campanhas como o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado todo terceiro sábado de setembro, são fundamentais para lembrar a importância desse gesto.

Por que a doação de medula óssea é tão importante?

A medula óssea é o “fábrica” do sangue. É nela que se formam os glóbulos vermelhos, responsáveis por levar oxigênio, os glóbulos brancos, que defendem nosso corpo, e as plaquetas, que atuam na coagulação.

Quando essa fábrica adoece, o transplante pode ser a única saída. O procedimento consiste em substituir a medula doente por uma saudável, permitindo que o corpo volte a produzir células sanguíneas normalmente.

A dificuldade está na compatibilidade. A chance de encontrar um doador 100% compatível fora da família é de 1 em cada 100 mil pessoas. Por isso, quanto mais doadores cadastrados, maiores as chances de salvar vidas.

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Quanto mais doadores cadastrados, maiores as chances de salvar vidas

 

Quem pode ser doador de medula óssea?

Para se cadastrar como doador é preciso:

  • Ter entre 18 e 35 anos.

  • Estar em boas condições de saúde.

  • Não ter doenças infecciosas, autoimunes, hematológicas ou câncer.

O cadastro é feito nos hemocentros. O voluntário doa apenas 10 ml de sangue, que será analisado para identificar suas características genéticas. Os dados ficam armazenados no REDOME até os 60 anos de idade, por isso é essencial mantê-los atualizados.

Como funciona a doação na prática?

  1. Análise de compatibilidade
    O sangue do doador passa por exames que identificam a compatibilidade com pacientes cadastrados.

  2. Coleta das células
    Quando há compatibilidade, o doador é chamado. O procedimento pode ser feito de duas formas:

  • Pelo sangue periférico, usando uma máquina que separa as células necessárias.

  • Pela punção nos ossos da bacia, em centro cirúrgico, com anestesia.

  1. Infusão no paciente
    As células doadas são infundidas no paciente por meio de um cateter, semelhante a uma transfusão de sangue. A partir daí, espera-se que a nova medula comece a funcionar, produzindo células saudáveis.

Curiosidades sobre a doação de medula óssea

  • O doador não perde nada que não se regenere. A medula se recompõe em poucas semanas.

  • Muitas pessoas confundem medula óssea com medula espinhal, mas são coisas totalmente diferentes. A medula óssea é um tecido esponjoso dentro dos ossos, já a medula espinhal faz parte do sistema nervoso.

  • O Brasil tem tanta diversidade genética que encontrar um doador compatível é um desafio ainda maior. Por isso, cada novo cadastro importa muito.

O gesto que multiplica esperança

Doar medula óssea é um ato de amor, solidariedade e empatia. Ao se cadastrar, você pode se tornar a única chance de vida para alguém que nem conhece, mas que pode ter sua história transformada por sua decisão.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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