Entenda o que é a nova licença menstrual e quem tem direito

Entenda o que é a nova licença menstrual e quem tem direito

A proposta prevê até dois dias de afastamento por mês com comprovação médica.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Licença menstrual: entenda o novo direito aprovado pela Câmara

Já imaginou poder faltar ao trabalho por causa de cólicas intensas, sem precisar se preocupar com descontos no salário? Pois essa ideia está prestes a se tornar realidade. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a licença menstrual, um avanço importante para a saúde e a dignidade das mulheres brasileiras.

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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a licença menstrual

O que é a licença menstrual

A proposta permite que trabalhadoras possam se afastar do trabalho por até dois dias consecutivos por mês, com laudo médico comprovando sintomas debilitantes do ciclo menstrual, como cólicas, enxaquecas ou fadiga intensa.

E o melhor: o afastamento não gera prejuízo no salário.

O texto ainda precisa passar pelo Senado Federal e ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para virar lei. Se aprovado, valerá para funcionárias do setor privado, estagiárias e empregadas domésticas.

“A presença forçada no ambiente de trabalho, em tais condições, pode implicar queda de produtividade e até risco de acidentes”, afirmou a deputada Professora Marcivania, relatora do projeto.

Por que isso é importante?

Durante muito tempo, as dores menstruais foram tratadas como algo menor, uma simples “questão de costume”. Mas estudos mostram que para muitas mulheres o ciclo menstrual pode causar dores incapacitantes, afetando diretamente a produtividade e a qualidade de vida.

A licença menstrual surge como uma forma de reconhecer essas limitações biológicas sem punição ou estigma. Além disso, o projeto é considerado uma medida de igualdade de gênero e saúde ocupacional, equilibrando bem-estar e desempenho profissional.

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Para muitas mulheres o ciclo menstrual pode causar dores incapacitantes

O que ainda falta para virar lei

Agora, o texto segue para o Senado, onde poderá receber ajustes antes de ser encaminhado para sanção presidencial. O governo federal também deverá criar uma norma complementar definindo como será feita a comprovação médica e o controle do afastamento.

Se aprovado, o Brasil se juntará a países como Japão, Coreia do Sul, Espanha e Indonésia, que já possuem políticas semelhantes voltadas à licença menstrual remunerada.

Um passo a mais na equidade de gênero

Mais do que um benefício, a licença menstrual é um símbolo de reconhecimento. Ela mostra que o ambiente de trabalho precisa considerar as diferenças biológicas de forma justa, sem transformar a dor em desvantagem.

Enquanto alguns ainda questionam se isso seria um privilégio, outros enxergam o projeto como uma vitória social e humanitária. Afinal, cuidar da saúde feminina é também cuidar da produtividade e da sociedade como um todo.

“Esperamos que essa medida abra caminho para um futuro mais empático, equilibrado e saudável para todas as mulheres brasileiras.”

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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