Na eleição presidencial americana, a escolha do líder do país vai muito além do simples voto popular. Ao contrário de países como o Brasil, onde o candidato com mais votos assume o cargo, os Estados Unidos utilizam o sistema do colégio eleitoral, previsto pela Constituição. Nesse modelo, a votação popular em cada estado decide os chamados "delegados" que, posteriormente, votam para eleger o presidente. Com 538 delegados distribuídos entre os estados e o Distrito de Columbia, o candidato que atinge pelo menos 270 votos dos delegados vence a eleição, o que nem sempre reflete a maioria dos votos da população.
Cada estado americano possui um número específico de delegados, proporcional à sua população, o que faz com que estados populosos como Califórnia e Texas tenham maior peso. No entanto, estados menores ganham certa vantagem no sistema, pois cada um tem, no mínimo, três delegados, independentemente de seu tamanho populacional. Esse desequilíbrio leva a um cenário em que alguns estados têm mais influência no colégio eleitoral do que outros. A maioria dos estados adota o sistema de "winner takes it all", onde o candidato mais votado leva todos os delegados daquele estado, o que pode gerar situações onde o candidato menos votado no total nacional ainda sai vencedor – algo que já ocorreu em 2016 e 2000.
Os "swing states" são essenciais para o resultado final, pois neles o apoio de eleitores varia entre os dois partidos. Estados como Pensilvânia, Michigan e Geórgia são exemplos de pêndulos eleitorais, onde o resultado final é sempre muito disputado. Por causa da descentralização do processo eleitoral e da diversidade de métodos de votação, incluindo votos por correio e cédulas de papel, a apuração pode ser demorada e depender da projeção de veículos de imprensa. Em última análise, o colégio eleitoral se reúne oficialmente para confirmar o resultado, mas os delegados escolhidos podem, em teoria, votar diferente do que a população local decidiu, embora isso seja raro e altamente incomum.