Donald Trump enterrou sua ex-esposa em campo de golfe para driblar impostos?

Donald Trump enterrou sua ex-esposa em campo de golfe para driblar impostos?

Uma estratégia inusitada (e polêmica) que levanta sobrancelhas — e questões fiscais


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

O que parece enredo de filme de comédia macabra ganhou o mundo como notícia real: Donald Trump teria enterrado Ivana Trump, sua ex-esposa, em seu campo de golfe em Bedminster, Nova Jersey — e não por motivos sentimentais. Uma socióloga, ao analisar o código tributário de NJ, concluiu que esse enterro pode render um “trifecta de evasão fiscal”: isenção de impostos sobre propriedade, renda e vendas. Um plano arquitetado além da vida?


Seguindo as regras (ou driblando-as?)

O estado de Nova Jersey concede isenções fiscais completas a terrenos destinados a cemitérios — abrangendo taxas imobiliárias, de vendas, de renda, entre outras. E, segundo a pesquisadora Brooke Harrington, não há exigência mínima de corpos para se aplicar a isenção. Ou seja, um único túmulo poderia, teoricamente, transformar o terreno num cemitério isento de impostos.


Mito ou método Trump?

Especialistas estão divididos. Alguns consideram tudo muito over-the-top — “um exagero” para fins fiscais. Mas, levando em conta o histórico do ex-presidente com soluções criativas (como transformar parte do campo de golfe em fazenda para reduzir impostos em cerca de R$ 500 mil por ano), o detalhe faz sentido. Documentos mostram que, em 2016, o Trump Family Trust tentou registrar uma área próxima como empresa funerária sem fins lucrativos — provavelmente motivado pela mesma lógica fiscal.


É legal ou leviano?

Sim, parece legal — desde que o terreno seja, de fato, usado como cemitério sob os parâmetros da lei local. Porém, críticos alertam: qualquer observador atento perguntaria se isso não é, apenas, explorar uma brecha legal de forma indevida. Uma vantagem tributária que soa mais como manobra do que legado.


O veredito final?

Trump, como sempre, tem uma resposta pronta: “Bedminster é uma terra linda e um dos lugares mais ricos do país. Eu quero ela comigo.” Mas vale lembrar: fechar os olhos para o fato de que esse “enterro” pode render milhares ou milhões em economia tributária é desistir de questionar o sistema. E, nesse caso, o túmulo pode funcionar bem mais como escudo fiscal do que como homenagem.

 

 

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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