Cientistas e ambientalistas estão se preparando para "bombardear" a Ilha Marion, entre a África do Sul e a Antártida, com 600 toneladas de raticida. A missão é eliminar um milhão de camundongos invasores que estão destruindo a fauna local, atacando ovos, filhotes e até aves adultas, como o albatroz-errante.
Introduzidos no século 19, os roedores se reproduziram sem controle, afetando 18 das 29 espécies de pássaros da ilha. O Mouse-Free Marion Project, em parceria com o governo sul-africano e a ONG BirdLife South Africa, planeja executar a operação no inverno de 2027, quando as aves migram e os camundongos estão mais vulneráveis.
Essa não será a primeira vez que a Ilha Marion enfrenta uma situação semelhante. Na década de 1940, gatos foram introduzidos na ilha e, sem controle, rapidamente se multiplicaram, ameaçando as aves nativas. Foram necessárias duas décadas de esforços intensivos, incluindo a introdução de vírus, armadilhas e caça, para erradicar os gatos. Agora, os cientistas esperam repetir o sucesso com os camundongos.
O veneno será lançado por pilotos em toda a ilha, com o objetivo de exterminar completamente os roedores, evitando o retorno da infestação. A operação é essencial para restaurar o ecossistema e garantir a sobrevivência das aves.