Boy 'cilada'? Plinq revela antecedentes criminais de homens

Boy 'cilada'? Plinq revela antecedentes criminais de homens

Plataforma criada por uma brasileira usa IA para ajudar mulheres a evitar situações de risco.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Já imaginou descobrir tudo sobre alguém em segundos?

Pois é. Foi com essa ideia que nasceu o Plinq, um site que promete ajudar mulheres a se protegerem antes de se envolverem com alguém, seja um novo namorado, motorista de aplicativo ou até um professor. Com ele, é possível fazer uma consulta de antecedentes criminais rápida, anônima e totalmente legal.

Criado em 2025 pela curitibana Sabrine Matos, o Plinq usa inteligência artificial para cruzar informações públicas de órgãos oficiais e mostrar se a pessoa em questão tem processos, mandados de prisão ou histórico criminal. Tudo de forma simples e segura, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“A ideia é proteger, não expor”, explica Sabrine.

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É possível fazer uma consulta de antecedentes criminais rápida

Como funciona o Plinq

O sistema é bem intuitivo. A usuária insere informações básicas, como nome completo, CPF ou telefone, e o site realiza uma busca automatizada de antecedentes criminais. Os resultados aparecem em um formato fácil de entender, com um sistema de bandeiras:

  • Verde: nenhum registro encontrado.

  • Amarela: processo sob segredo de justiça.

  • Vermelha: presença de processo criminal ou mandado ativo.

Essa classificação ajuda mulheres a interpretarem os resultados rapidamente, sem precisar entender termos jurídicos complicados.

E vale lembrar: uma bandeira verde não significa que o risco é zero, apenas que não há registros públicos disponíveis.

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Os resultados aparecem em um formato fácil de entender

A história por trás da criação do Plinq

O projeto nasceu de uma tragédia. Em fevereiro de 2025, a jornalista Vanessa Ricarte, do Mato Grosso do Sul, foi assassinada pelo ex-noivo, um homem com 14 processos por violência doméstica. O caso chocou o país e fez Sabrine Matos repensar como a tecnologia poderia evitar novas histórias como essa.

A partir daí, ela criou o Plinq, transformando o luto em prevenção.
Poucos meses depois, o site já tinha mais de 15 mil usuárias e relatos de mulheres que conseguiram escapar de situações perigosas graças à ferramenta.

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A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) garante a publicidade dos dados

É legal fazer uma consulta de antecedentes criminais?

Sim! De acordo com o advogado criminalista Fillipe Roulien, qualquer cidadão pode acessar informações públicas sobre antecedentes através de certidões emitidas por tribunais ou pela Polícia Federal.

A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) garante a publicidade desses dados, desde que usados de forma responsável.
Ou seja, o que o Plinq faz é apenas organizar e facilitar esse acesso, tornando o processo rápido e compreensível.

Quanto custa usar o Plinq?

A assinatura anual do Plinq custa R$ 97 e dá acesso a consultas ilimitadas, além de alertas de atualização e ferramentas de segurança extras.
O site está disponível apenas para mulheres, e em breve deve ganhar também um aplicativo próprio, com novas funções, como:

  • Fórum anônimo para trocas de experiências;

  • Sistema de compartilhamento de localização em tempo real;

  • Alertas automáticos sobre pessoas potencialmente perigosas.

Um passo importante pela segurança feminina

Mais do que uma ferramenta tecnológica, o Plinq representa um novo capítulo na luta das mulheres pela autoproteção digital.
Com poucos cliques, é possível evitar ciladas, tomar decisões com mais segurança e até salvar vidas.

Afinal, informação é poder, e no caso do Plinq, poder que protege.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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