Bed rotting: a tendência da Geração Z de “apodrecer na cama”

Bed rotting: a tendência da Geração Z de “apodrecer na cama”

Descansar é bom, mas quando o bed rotting vira rotina, pode sinalizar problemas de saúde mental.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Essa é a nova tendência entre os jovens da geração Z e recebeu até um nome curioso: bed rotting, que em tradução livre significa algo como “apodrecer na cama”. Mas calma, a ideia não é ficar deitado por preguiça absoluta, e sim usar a cama como um refúgio para atividades passivas, como assistir séries, rolar o feed do celular ou simplesmente não fazer nada.

O fenômeno ganhou força principalmente no TikTok, onde muitos jovens compartilham vídeos mostrando como aproveitam o tempo na cama como uma forma de autocuidado. Para alguns, esse hábito é uma válvula de escape para lidar com o estresse, a pressão social e até a exaustão causada pela rotina acelerada.

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Bed Rotting

 

Um descanso ou um alerta para a saúde mental?

Especialistas afirmam que reservar momentos de descanso e ócio pode, de fato, ajudar a reduzir a ansiedade e recuperar as energias. Afinal, quem nunca precisou de um “dia de cama” só para desligar um pouco do mundo?

Por outro lado, quando essa prática se torna frequente e prolongada, pode ser um sinal de algo mais sério. Passar muitas horas isolado, em inatividade e mergulhado em redes sociais pode indicar sintomas de burnout, depressão ou até um processo de desligamento emocional chamado de behavioral shutdown.

Curiosidade: não é tão novo assim

Apesar de estar bombando agora na internet, esse comportamento já era observado em outras épocas com nomes diferentes. Desde a ideia de “tirar um dia de preguiça” até a famosa lazy Sunday, o que muda hoje é a intensidade e a normalização desse hábito pelas redes sociais.

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Reservar momentos de descanso e ócio

 

O equilíbrio é a chave

O bed rotting pode ser prazeroso quando feito de forma moderada, como um descanso pontual. Mas se virar rotina, pode prejudicar o sono, a saúde física e até as relações sociais. A dica dos especialistas é simples: aproveite seus momentos na cama, mas lembre-se de levantar e viver a vida fora dela também.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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