Você já ouviu falar de um asteroide que não precisa atingir a Terra para causar estragos por aqui? Pois é exatamente esse o caso do 2024 YR4, apelidado de "assassino de cidades". Essa rocha espacial, com potencial de causar uma explosão catastrófica, tem como alvo atual a Lua.
O problema? O impacto pode levantar uma nuvem de detritos tão grande que parte dela pode ser atraída pela gravidade terrestre, colocando nossos satélites, espaçonaves e até futuras missões lunares em risco.
Como seria o impacto desse asteroide na Lua?
Se o 2024 YR4 realmente acertar a Lua, a colisão deve acontecer a uma velocidade de mais de 46 mil quilômetros por hora. O resultado seria a formação de uma cratera de aproximadamente 1 quilômetro de diâmetro. Segundo os astrônomos, seria o maior impacto lunar dos últimos 5 mil anos.
As simulações indicam que até 10% dos estilhaços gerados podem ser puxados em direção à Terra. Isso não significa o fim do mundo, mas seria o suficiente para causar sérios problemas para os mais de 7 mil satélites que orbitam o planeta atualmente.
Satélites e naves espaciais em perigo
O grande risco imediato não é para as pessoas na superfície, mas para a tecnologia que depende dos satélites em órbita. Um simples estilhaço viajando a altíssima velocidade pode inutilizar sensores, sistemas de comunicação ou até destruir um satélite inteiro.
Além disso, missões que estão na órbita lunar, como o projeto Lunar Gateway da NASA ou as futuras missões do programa Artemis, também estariam em zona de perigo.
Dá para evitar esse impacto?
Por enquanto, as chances de o asteroide acertar a Lua são de cerca de 4,3%, mas isso pode mudar nos próximos anos. O objeto só voltará a ser observado pelos telescópios terrestres em 2028, quando será possível fazer novos cálculos.
Mesmo assim, os cientistas já começam a discutir se não é hora de pensar em sistemas de defesa não só para a Terra, mas também para a Lua.
Por que esse asteroide ficou tão famoso?
O 2024 YR4 chamou atenção mundial no início do ano quando, por algumas semanas, chegou a ter mais de 3% de chance de atingir a Terra em 2032. Agora, mesmo sem risco direto de colisão com o planeta, o fato de ameaçar a Lua e, indiretamente, nossos satélites, o mantém nas manchetes científicas.
E o mais curioso é pensar que, num futuro não tão distante, um impacto na Lua pode afetar a sua internet, a previsão do tempo e até a navegação por GPS aqui na Terra.