Quando gigantes se unem para redefinir o futuro da tecnologia
Imagine o cenário: você ativa a Siri e, em questão de segundos, ela compreende contextos complexos, conversa com naturalidade e realiza tarefas avançadas que antes pareciam pura ficção. Esse salto está prestes a se tornar realidade após a revelação de um acordo bilionário que une Apple e Google na corrida global pela inteligência artificial.
Desde o lançamento da assistente Siri em 2010 e até os dias atuais, a maioria dos usuários dos sistemas operacionais da Apple não utilizam o robô, "Parece que a siri em pleno 2025 ainda está congelada em 2010", e enquanto isso praticamente todas as concorrentes da Aplle possuem assistentes bem mais sofisticados em seus sistemas.
Em 2024 a gigante da tecnologia anunciou que os aparelhos receberiam diversas funções de inteligência artificial com o "Apple intelligence", mas acabaram entregando menos da metade do prometido, funções básicas que os concorrentes tinham a muito mais tempo estavam em falta, e grande parte das funções entregues, não funcionavam. A maioria dos prompts que os usuários mandavam para a Apple intelligence, acabavam sendo terceirizadas pelo Chat GPT da OpenAI.
Então agora em 2025, a Apple decidiu investir cerca de US$ 1 bilhão por ano para ter acesso ao modelo Gemini, desenvolvido pela Alphabet (Google). Um sistema com nada menos que 1,2 trilhão de parâmetros — uma magnitude que eleva o padrão de entendimento e processamento de dados do assistente Siri a um novo patamar.
“A capacidade de síntese e planejamento que o Gemini trará à Siri será inédita na história dos assistentes virtuais,” apostam especialistas do setor.
O que muda para o usuário (e para o universo das Big Techs)
A atualização da Siri, prevista para a primavera de 2026, promete transformar radicalmente a experiência dos usuários do iPhone e demais dispositivos Apple. Segundo fontes ligadas ao projeto, a tecnologia da Google rodará em servidores privados da Apple, garantindo que os dados dos usuários fiquem protegidos — mesmo com a força da IA terceirizada.
O acordo prevê que a Gemini irá atuar nos recursos de síntese e planejamento, enquanto certas funções permanecem sob gestão de modelos internos da Apple. É uma solução temporária: a Apple segue trabalhando no desenvolvimento de sua própria super IA, que poderá rivalizar com o Gemini no futuro.
“Para Apple, é uma questão estratégica: usar a melhor tecnologia disponível enquanto aprimora seus modelos. Para o público, a vantagem é um salto imediato de qualidade, sem abrir mão da privacidade.”
Bastidores, desafios e o futuro da inteligência artificial da Apple
A decisão de recorrer ao Google veio após uma fase intensa de testes — com alternativas como OpenAI, Anthropic e outras sendo analisadas. O modelo Gemini se destacou, tornando-se líder nos rankings internacionais de IA generativa.
Tim Cook, CEO da Apple, já anunciou que novos parceiros de IA podem ser integrados à Siri. A corrida tecnológica segue acelerada, e o desafio para Apple é claro: deixar de ser “coadjuvante” e rapidamente assumir papel de destaque.
Além disso, a empresa está atenta ao contexto internacional. Na China, por exemplo, adapta soluções próprias e explora parcerias locais, respondendo às restrições do governo que dificultam o uso de ferramentas da Google.
No fim das contas, a nova Siri marca um divisor de águas para o ecossistema Apple e sinaliza uma nova era onde a experiência do usuário será profundamente moldada pela inteligência artificial.
Conclusão
Toda essa confusão e o vai e vem que a Apple nos proporcionou em relação à inteligência artificial, segundo a própria empresa, ocorreram porque “a IA generativa se mostrou muito inconsistente com o nível de qualidade e controle dos nossos produtos”. Até aí, faz sentido. O que não faz sentido é prometer algo aos clientes e não entregar — o que acabou resultando em inúmeros processos contra a Apple.
Há rumores de que a equipe de engenharia de IA da empresa culpa o setor de marketing, alegando que as promessas foram feitas antes que qualquer funcionalidade estivesse realmente pronta. Por outro lado, a equipe de marketing diz que apenas trabalhou dentro do prazo apertado que lhe foi imposto.
Mas e você? Está feliz com a notícia de que a Siri finalmente vai funcionar como um assistente de IA decente? Ou simplesmente não se importa com funcionalidades de inteligência artificial no celular? Uma pesquisa aponta que 87% dos usuários de smartphones Samsung não demonstram interesse nesse tipo de recurso.