Pois é… A partir de agora, sedação e anestesia geral estão proibidas em qualquer tatuagem, não importa o tamanho ou o local do corpo. A nova regra foi estabelecida pelo Conselho Federal de Medicina e já está em vigor em todo o Brasil.
Mas por que essa decisão tão radical?
A anestesia não é tão inofensiva quanto parece
O uso de anestesia geral ou sedação profunda, mesmo em ambientes hospitalares, pode trazer riscos sérios à saúde. Quando uma pessoa é sedada, ela pode parar de respirar sozinha e precisa de ventilação mecânica. Se algo der errado, o resultado pode ser fatal.
Foi o que aconteceu com o empresário Ricardo Godoi, que faleceu após receber anestesia geral para uma tatuagem. O caso acendeu o alerta vermelho entre médicos e autoridades.
Além disso, a anestesia exige jejum, monitoramento constante e equipe médica especializada. Um simples descuido pode causar broncoaspiração, reações alérgicas, queda de pressão ou falta de oxigênio no cérebro.
Mas há exceções à regra
A única exceção permitida é em casos de tatuagens com fins médicos, como reconstrução de aréolas após cirurgias de mama. Nessas situações, o uso da anestesia pode ser autorizado e realizado por um profissional qualificado.
Uma dor que pode salvar vidas
A dor da tatuagem pode até ser desconfortável, mas é passageira. Já os riscos de uma sedação mal aplicada são permanentes. Por isso, a decisão busca proteger quem ama tatuar e, muitas vezes, não tem noção do perigo escondido por trás de uma simples “ajudinha” para suportar o incômodo.
Se você pensa em fazer uma tatuagem, prepare o coração e o psicológico. Agora, o processo precisa ser consciente, acordado e seguro.