A proibição do consumo de carne de cachorro na Coreia pode aumentar o PIB do Brasil

A proibição do consumo de carne de cachorro na Coreia pode aumentar o PIB do Brasil

Decisão histórica na Coreia do Sul abre oportunidades para o mercado de carne suína brasileiro.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Em um momento histórico em janeiro, o parlamento da Coreia do Sul fez uma decisão marcante ao aprovar, por unanimidade de 208 votos, a proibição do consumo ancestral de carne de cães no país.
Esta medida, aguardando a ratificação pelo conselho de ministros e pelo presidente Yoon Suk Yeol, não só representa uma virada na história gastronômica sul-coreana, mas também abre portas para novas oportunidades no mercado internacional de proteína animal.

As estimativas governamentais sugerem que cerca de um milhão desses animais sejam consumidos anualmente na Coreia do Sul, mas a tendência atual, impulsionada pela rejeição do hábito alimentar pelas novas gerações e pelo crescente vínculo emocional entre famílias e seus animais de estimação, indica uma mudança de paradigma. Os legisladores sul-coreanos estão determinados a acabar com essa prática, enfrentando a resistência dos setores envolvidos, como os abatedouros de cães.

A proposta, que busca banir não apenas o consumo, mas também a criação, abate e comercialização de carne de cachorro a partir de 2027, promete punições severas para aqueles que desrespeitarem a legislação, incluindo penas de prisão. Entretanto, os impactos vão além das fronteiras sul-coreanas e se estendem ao mercado global de proteína animal, com implicações especialmente significativas para a suinocultura brasileira.

O setor da suinocultura brasileira está confiante diante dessa perspectiva. A Coreia do Sul demonstra um forte interesse pela carne suína, com um consumo médio de quase 40 quilos por pessoa ao ano. No entanto, sua produção interna é insuficiente para suprir essa demanda, o que a torna dependente de importações. Nesse contexto, o Brasil se destaca como um parceiro estratégico, graças à sua capacidade produtiva e à qualidade reconhecida de seus produtos.

Apesar de não considerar a proibição do consumo de carne de cachorro como o fator determinante para a abertura do mercado sul-coreano, o governo brasileiro reconhece sua importância. Com a aproximação da habilitação de novas plantas de processamento de carne suína, o Brasil está preparado para atender às exigências sanitárias rigorosas da Coreia do Sul.

A decisão da Coreia do Sul de proibir o consumo de carne de cachorro não apenas reflete mudanças culturais e sociais no país, mas também oferece uma oportunidade única para o Brasil consolidar sua posição como líder global no mercado de proteína animal. Com o apoio do governo e o compromisso do setor produtivo, o Brasil está pronto para atender às demandas dos mercados internacionais e garantir um futuro próspero para a indústria suinícola nacional.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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