A melhor forma de cozinhar brócolis segundo a ciência

A melhor forma de cozinhar brócolis segundo a ciência

Pesquisadores chineses identificam o método mais nutritivo para preparar o vegetal.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

A melhor e mais saudável maneira de cozinhar brócolis segundo a ciência

Imagine o aroma suave do brócolis recém-cortado tomando a cozinha, enquanto pequenos pedaços verdes caem na tábua como se fossem minúsculas árvores prontas para revelar um segredo. O que parece apenas mais um preparo de rotina esconde uma descoberta científica curiosa. Afinal, existe mesmo um jeito mais saudável de cozinhar brócolis? E mais: a técnica ideal é a que a maioria das pessoas não usa.

O brócolis sempre esteve no topo da lista dos alimentos queridinhos da saúde. É rico em fibras, vitaminas e minerais, além de conter o famoso sulforafano, composto associado à proteção antioxidante, ao controle do açúcar no sangue e até a potenciais efeitos anticancerígenos.

Mas existe um detalhe que pouca gente comenta: o modo de preparo pode destruir boa parte desses benefícios.

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O modo de preparo pode destruir boa parte desses benefícios

 

O que torna o brócolis tão especial?

O vegetal é um verdadeiro laboratório natural. Ele carrega enzimas chamadas mirosinase, responsáveis por ativar o sulforafano quando a planta sofre algum dano, como o corte ou a mastigação.

Mas nem tudo é tão simples quanto parece. Ferver o brócolis, por exemplo, pode reduzir drasticamente a presença desse composto valioso.

“O cozimento inadequado reduz os níveis de glucosinolatos e mirosinase, diminuindo o sulforafano”, explicam pesquisadores.

A ciência decidiu investigar o preparo ideal

Um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Zhejiang, na China, decidiu colocar esse mistério à prova. O objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: descobrir a melhor forma cientificamente comprovada de cozinhar brócolis sem perder seus benefícios.

Para isso, os pesquisadores trituraram o vegetal em pedaços bem pequenos, semelhantes a cebola picada fina, e dividiram o alimento em três grupos: cru, salteado imediatamente após o corte e salteado após um tempo de descanso.

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O brócolis sempre esteve no topo da lista dos alimentos queridinhos da saúde

 

A surpreendente técnica do “descanso”

Os resultados chamaram a atenção. O brócolis que descansou por 90 minutos antes de ir para a frigideira apresentou quase três vezes mais sulforafano que o salteado imediatamente.

Esse tempo de espera permite que a mirosinase atue com mais intensidade, ativando o composto benéfico antes do calor atingir o vegetal.

A diferença foi tão grande que os cientistas sugerem ao menos 30 minutos de descanso para quem não quiser esperar uma hora e meia.

Refogar pode ser melhor que ferver

O estudo também mostrou que refogar o brócolis preserva mais nutrientes do que métodos como fervura prolongada. Esse tipo de preparo, muito comum na culinária chinesa, evita perdas excessivas causadas pela imersão em água quente.

E comer cru continua sendo uma ótima opção

Se a rotina é corrida e o tempo é curto, comer brócolis cru continua sendo uma escolha excelente. O alimento não passa pelo calor que pode inativar a mirosinase e, por isso, mantém os compostos em níveis naturalmente altos.

O brócolis perfeito existe e a ciência mostrou como preparar

A técnica ideal é simples: cortar bem pequeno, deixar descansar e depois saltear rapidamente. Pode parecer trabalhoso, mas o resultado é um alimento com até 2,8 vezes mais sulforafano.

E para quem não quer esperar, o brócolis cru cumpre muito bem o papel.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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