5 países emergem como destinos preferidos para indústrias deixando a China.

5 países emergem como destinos preferidos para indústrias deixando a China.

Os desafios enfrentados pela cadeia de suprimentos global estão impulsionando a relocação de fábricas para destinos alternativos fora da China. Conheça os cinco países que se destacam nesse cenário.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

A China, tradicionalmente a maior fornecedora da cadeia de suprimentos global, enfrenta desafios que estão acelerando a descentralização da produção para outros destinos. O aumento de casos de covid-19 no país asiático e as dificuldades decorrentes desse cenário estão influenciando a migração de fábricas, iniciada mesmo antes da pandemia devido à guerra comercial entre EUA e China.

Empresas preocupadas com a proteção de seus negócios estão optando por abandonar a China e estabelecer suas fábricas em outros territórios. Abaixo, apresentamos cinco países que emergem como destinos preferidos para essa relocação na cadeia de suprimentos.

1. Tailândia: Sendo a segunda maior economia do sudeste asiático, a Tailândia atrai corporações dos setores de autopeças, veículos e eletrônicos. Marcas renomadas, como Sony e Sharp, já estabeleceram presença no país, aproveitando investimentos estrangeiros triplicados entre 2020 e 2021. A Tailândia tornou-se um "hotspot" para indústrias em busca de custos mais baixos.

2. Malásia: A Malásia tem se destacado como um destino para fornecedores de chips e outros suprimentos, oferecendo mais de 30 projetos desde 2018, principalmente na área de tecnologia. Custos trabalhistas mais baixos e tensões comerciais entre EUA e China são motivadores-chave. Empresas como Micron e Jabil escolheram a Malásia para suas operações, impulsionando ainda mais sua posição como um centro industrial.

3. Vietnã: Após uma significativa reforma econômica nos anos 1980, o Vietnã tornou-se um dos destinos mais procurados pelos fornecedores. Atraindo mais de US$ 31 bilhões em investimentos estrangeiros em 2021, o país concentra-se em manufatura e processamento, destacando-se na produção de roupas, calçados, eletrodomésticos e eletrônicos. Grandes empresas, como a Apple, transferiram parte de sua produção para o Vietnã.

4. Bangladesh: Como o segundo maior exportador de vestuário do mundo, Bangladesh tem atraído indústrias do setor, oferecendo salários médios significativamente mais baixos em comparação com as indústrias chinesas. Forte na fabricação de roupas, o país busca expandir sua presença em outros segmentos, visando investimentos nas indústrias agrícola e farmacêutica.

5. Índia: Com uma abundância de mão de obra disponível, a Índia surge como a principal alternativa para marcas que buscam diversificar a produção fora da China. O governo indiano implementa políticas favoráveis para atrair investimentos estrangeiros, colocando o país como um destino atrativo. A Índia já recebe parte da produção do iPhone, e a Apple planeja aumentar sua presença no território indiano nos próximos anos.

Essa descentralização da produção reflete os desafios globais enfrentados pela cadeia de suprimentos e destaca a busca por alternativas para garantir a continuidade das operações em um ambiente econômico volátil.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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