24% dos brasileiros querem votar em terceira via em 2026

24% dos brasileiros querem votar em terceira via em 2026

Pesquisa aponta que parte dos brasileiros quer um candidato sem ligação com Lula ou Bolsonaro.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Genial Quaest revela: 24% dos brasileiros querem um novo caminho em 2026

Imagine o cenário: uma eleição presidencial se aproximando, debates acalorados surgindo nas ruas, redes sociais fervendo e, no meio disso tudo, uma sensação crescente de que o país talvez queira experimentar algo diferente.
É como se o eleitorado estivesse parado diante de uma encruzilhada, olhando para os velhos caminhos e se perguntando se não existiria uma rota alternativa que ainda não foi percorrida.

Essa é a atmosfera captada pela nova pesquisa Genial Quaest, que revela algo surpreendente. Uma parte significativa dos brasileiros deseja que o próximo presidente não esteja ligado nem a Luiz Inácio Lula da Silva, nem a Jair Bolsonaro, protagonistas da política recente.

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Uma parte significativa dos brasileiros quer novo caminho em 2026

O desejo por um nome fora da polarização

Segundo o levantamento, 24 por cento dos brasileiros preferem que a eleição de 2026 seja vencida por alguém que não se alinhe a nenhum dos dois grupos políticos.
E mais: 17 por cento querem um nome totalmente novo, alguém sem histórico na política tradicional.

É um retrato claro de um cansaço coletivo, mas também de uma busca por novidade.

"A pesquisa revela um desejo crescente por caminhos que escapem da polarização que marcou as últimas eleições."

O clima parece indicar que parte do eleitorado deseja respirar novos ares.

A rejeição a uma nova candidatura de Lula

O movimento de rejeição também aparece com força quando o assunto é a possibilidade de Lula tentar mais um mandato.
Para 59 por cento dos entrevistados, o atual presidente não deveria disputar novamente. É um percentual que cresceu desde a pesquisa anterior, quando era de 56 por cento.

Mesmo após anunciar que pretende ser candidato em 2026, Lula vê parte do eleitorado sinalizar que prefere outra pessoa ocupando o papel de liderança nos próximos anos.

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Lula enfrenta rejeição para 2026

E Bolsonaro? O cenário também não é favorável

Se por um lado a rejeição a Lula cresceu, por outro a situação de Bolsonaro também não parece confortável.
Mesmo inelegível, o ex-presidente segue se colocando como pré-candidato. Ainda assim, 67 por cento dos entrevistados acham que ele deveria apoiar outro nome.

Apenas 26 por cento desejam que Bolsonaro leve sua candidatura adiante.

"A pesquisa mostra que o eleitor está mais crítico e menos disposto a repetir velhas fórmulas."

É um recado claro de que o país busca alternativas.

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 67 por cento dos entrevistados acham que ele deveria apoiar outro nome

Os testes de segundo turno e as percepções sobre segurança pública

A Genial Quaest também avaliou possíveis cenários de segundo turno. Lula venceria a maioria deles, perdendo apenas na repetição do duelo de 2022, onde aparece numericamente à frente, mas empatado tecnicamente com Bolsonaro.

Além disso, a percepção dos brasileiros sobre a gestão do presidente oscilou negativamente, principalmente em temas relacionados à segurança pública.
A fala de Lula, afirmando que traficantes também são vítimas, gerou ampla discordância. O levantamento registrou 81 por cento de rejeição à declaração.

Entre os eleitores identificados como lulistas, a discordância chega a 66 por cento.

Outro ponto que gerou forte rejeição foi a avaliação de Lula sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, que ele chamou de desastrosa.
Para 57 por cento dos entrevistados, essa opinião está incorreta.

O retrato final de uma pesquisa que revela um novo clima eleitoral

A Genial Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 6 e 9 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95 por cento de confiança.
O resultado mostra um país em movimento, à procura de algo além dos nomes que dominaram a política nos últimos anos.

"O Brasil parece pronto para olhar para o futuro com olhos diferentes e questionar o que sempre pareceu inevitável."

Se essa mudança vai se refletir nas urnas, só 2026 poderá responder.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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