Vibrações de show do AC/DC são detectadas como atividade sísmica

Vibrações de show do AC/DC são detectadas como atividade sísmica

Cientistas confirmam que o retorno da banda fez o chão vibrar. A energia do público e dos alto-falantes criou ondas sísmicas.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine estar em casa, a quilômetros de distância de um estádio, e sentir o chão vibrar levemente, como se alguma coisa gigante estivesse despertando sob a cidade. Agora pense em descobrir que essa vibração não veio de um tremor natural, mas de um show de rock. Foi exatamente o que aconteceu em Melbourne durante a volta explosiva do AC/DC aos palcos australianos.

A apresentação no Melbourne Cricket Ground não apenas lotou, emocionou e fez história. Ela literalmente balançou a cidade.

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A apresentação do ACDC em Melbourne sacudiu a cidade

O show que virou registro sísmico

Na noite de quarta feira, o AC/DC inaugurou a etapa australiana da Power Up Tour com tamanha força que os sensores do Seismology Research Centre captaram atividade de baixa frequência entre 2 e 5 hertz. Para um show ser detectado como tremor, o impacto precisa ser realmente poderoso.

“O que os fãs sentiram no corpo, nossos sensores registraram no solo”, explicaram os pesquisadores.

A equipe observou que o efeito veio tanto dos potentes alto falantes no nível do chão quanto do público saltando em uníssono, criando ondas de energia que se espalharam pela região.

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Segundo especialistas, o fator decisivo costuma ser a sincronia da plateia

Como o público ajudou a abalar o solo

Segundo especialistas, o fator decisivo costuma ser a sincronia da plateia. Milhares de pessoas pulando juntas fazem o chão vibrar como se fosse uma enorme membrana sonora.

“Quando o público vibra junto, o sinal se amplifica”, reforçaram os cientistas.

Mesmo eventos esportivos, como finais no próprio MCG, já foram registrados em sensores, mas desta vez a intensidade chamou a atenção por ir muito além do estádio.

Vibrações que viajaram por quilômetros

Moradores de diferentes bairros relataram ter ouvido ou sentido o show. Em Richmond, a cerca de três quilômetros, algumas pessoas disseram que parecia que o AC/DC estava tocando na porta de casa. Em Hawthorn e Balwyn, ainda mais distantes, muitos ficaram intrigados ao ouvir o som ecoando pela cidade.

Essa propagação ocorre porque ondas de baixa frequência viajam mais longe e “contornam” obstáculos com facilidade, criando uma espécie de trilha sonora subterrânea.

AC/DC volta com força total

Após mais de dez anos longe dos palcos australianos, a banda retornou com shows completamente lotados. A turnê Power Up já havia ultrapassado a marca de dois milhões de ingressos vendidos na Europa e fez o mesmo sucesso na América do Norte.

A intensidade foi tanta que Melbourne experimentou um fenômeno raro: um show transformado em atividade sísmica detectável.

Mas nem tudo supera as Swifties

Apesar do estrondo do rock, os cientistas brincaram que o recorde ainda pertence à multidão de Taylor Swift, que gerou os maiores sinais sísmicos registrados no estádio em 2024. A energia dos fãs pop segue imbatível por enquanto.

Mesmo assim, o AC/DC deixou sua marca. E fez isso ao estilo que só uma das maiores bandas de rock do planeta poderia entregar: sacudindo a cidade inteira.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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