Tuvalu, o país que pode sumir do mapa daqui pouco tempo

Tuvalu, o país que pode sumir do mapa daqui pouco tempo

No meio do Pacífico, Tuvalu luta contra o avanço implacável do mar e já prepara um “plano B” para não desaparecer da história.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine um país tão pequeno que você poderia atravessá-lo de ponta a ponta em menos de uma hora, com ruas cheias de motos, pouquíssimos carros e até uma pista de pouso que vira campo de futebol quando não tem avião. Esse é Tuvalu, um arquipélago perdido no coração do Pacífico, formado por nove ilhas e atóis, entre a Austrália e o Havaí.
Mas por trás do cenário paradisíaco, existe um drama: o país está literalmente sendo engolido pelo oceano.

O gigante invisível que engole terras

A média de altitude de Tuvalu é de apenas três metros acima do nível do mar. E esse mar está subindo — cerca de 15 centímetros nas últimas três décadas, segundo a NASA. Parece pouco? Não quando cada milímetro pode significar ruas, casas e memórias sendo arrastadas pelas ondas.
Tempestades e ressacas intensas estão devorando as margens da principal ilha, Fongafale, enquanto a água salgada invade os poços de água doce e seca plantações. Até posições militares da Segunda Guerra já desapareceram no mar.

Um plano de fuga para todo um país

Diante do avanço implacável das águas, Tuvalu e Austrália fecharam um acordo histórico: receber 280 tuvaluanos por ano, de forma permanente, como “migrantes climáticos”. O interesse foi tão grande que quase metade da população se inscreveu.
Mas essa mudança não é apenas uma saída desesperada. O governo chama o plano de “mobilidade climática com dignidade” e quer garantir que sua cultura sobreviva, mesmo que a geografia desapareça.

Resistir ou partir?

Nem todos querem deixar a terra natal. Muitos preferem apostar em projetos de adaptação, como a elevação de terrenos e a construção de barreiras costeiras. Existe até um plano de longo prazo, chamado Te Lafiga o Tuvalu (“O Refúgio de Tuvalu”), que prevê recriar toda a infraestrutura do país em uma área segura, com energia, escolas, hospitais e água potável.
Se dará certo? Ninguém sabe. Mas o relógio climático não para.

Curiosidades que você talvez não saiba

  • A venda do domínio de internet “.tv” é uma das principais fontes de renda do país.

  • O dólar australiano é a moeda usada, e motos são mais comuns que carros.

  • Tuvalu é tão remoto que seus únicos voos partem de Fiji.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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