Primeira Superlua de 2026 acontece daqui a pouco, neste sábado

Primeira Superlua de 2026 acontece daqui a pouco, neste sábado

Superlua do Lobo inaugura fenômenos lunares de 2026


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Uma Lua que chama atenção logo no começo do ano

O ano mal começou e o céu já prepara um espetáculo especial. Neste sábado, dia 3 de janeiro, acontece a primeira Superlua de 2026, um tipo especial de Lua Cheia que costuma impressionar pela aparência maior e mais brilhante no horizonte. O fenômeno, conhecido como Superlua do Lobo, poderá ser observado ainda no início da noite em praticamente todo o Brasil, desde que o tempo colabore.

A Lua começa a surgir no horizonte entre 17h30 e 18h, no horário de Brasília, mas o momento exato da fase cheia ocorre oficialmente às 7h02 da manhã. Mesmo assim, o efeito visual mais marcante costuma acontecer justamente durante o nascer da Lua, quando ela ainda está baixa no céu.

Quando a Lua cheia coincide com sua maior aproximação da Terra, ela parece maior, mais brilhante e mais imponente aos nossos olhos.

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O fenômeno, conhecido como Superlua do Lobo, poderá ser observado ainda no início da noite em praticamente todo o Brasil

 

Afinal, o que é uma Superlua?

Apesar do nome chamativo, a Superlua nada mais é do que uma Lua Cheia que ocorre no perigeu, o ponto da órbita lunar em que o satélite está mais próximo da Terra. Nessa posição, a Lua pode parecer até 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que uma Lua cheia comum.

Isso acontece porque a órbita da Lua não é um círculo perfeito, mas sim uma elipse. Ao longo do mês, ela se aproxima e se afasta do nosso planeta, passando por dois pontos principais: o perigeu, quando está mais perto, e o apogeu, quando está mais distante.

Para que uma Superlua aconteça, dois fatores precisam coincidir: a fase cheia e o perigeu. Como essa combinação não ocorre todos os meses, as Superluas acabam sendo relativamente raras ao longo do ano.

Por que o fenômeno não acontece sempre?

Mesmo com a Lua cheia ocorrendo mensalmente, a posição dela em relação à Terra muda a cada ciclo. Isso acontece por causa de um movimento lento conhecido como precessão lunar, que altera gradualmente o alinhamento entre as fases da Lua e sua distância do planeta.

Sem esse movimento, as Superluas seriam ainda mais incomuns. Com ele, o fenômeno acaba aparecendo algumas vezes ao longo do ano, mas sempre de forma espaçada e previsível.

O que significa o nome “Superlua do Lobo”?

O nome pode soar misterioso, mas tem raízes históricas. Segundo o astrônomo Carlos Fernando Jung, do Observatório Heller & Jung, a Lua do Lobo vem de tradições ancestrais, especialmente entre povos nativos da América do Norte e comunidades europeias medievais.

Durante o inverno rigoroso do hemisfério norte, os lobos eram frequentemente ouvidos uivando com mais intensidade. Muitas culturas interpretavam esse comportamento como sinal de fome ou alerta coletivo, o que acabou associando o fenômeno lunar a esses animais.

Estudos modernos, porém, mostram que os uivos têm mais relação com organização social e marcação de território do que com escassez de alimento. Ainda assim, o nome permaneceu e passou a identificar a Lua cheia de janeiro.

De acordo com o tradicional Old Farmer’s Almanac, cada Lua cheia do ano recebe um nome específico. Quando essa Lua cheia coincide com o perigeu, o termo “Superlua” é adicionado, formando a Superlua do Lobo.

Dá para perceber a diferença a olho nu?

Aqui entra um detalhe importante. Embora os números impressionem, a diferença visual entre uma Superlua e uma Lua cheia comum é sutil. Muitas pessoas só percebem o efeito quando comparam fotos ou observam a Lua bem próxima ao horizonte, onde ocorre o chamado efeito de ilusão óptica.

A melhor forma de observar uma Superlua é quando ela nasce ou se põe, próxima à linha do horizonte, onde o cérebro amplifica seu tamanho aparente.

Mesmo assim, o fenômeno continua sendo um ótimo convite para olhar para o céu e se reconectar com os ciclos naturais.

❓ O termo “Superlua” é consenso entre astrônomos?

Nem todos gostam do nome. O astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, explica que não existe uma definição científica única e universal para o termo. Isso porque não há um consenso exato sobre o quão perto a Lua precisa estar da Terra para ser considerada “super”.

Segundo ele, embora o termo tenha origem fora da astronomia acadêmica, acabou se popularizando como uma forma eficiente de aproximar o público da ciência. Ainda assim, alguns pesquisadores veem a expressão como um rótulo mais midiático do que científico.

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Alguns pesquisadores veem a expressão como um rótulo mais midiático do que científico

 

Superluas confirmadas em 2026

Além da Superlua do Lobo, outras duas datas merecem atenção ao longo do ano:

25 de novembro – Superlua de novembro (Lua do Castor)

A Lua cheia ocorrerá próxima ao perigeu, aparecendo ligeiramente maior e até cerca de 10% mais brilhante. O efeito será mais perceptível perto do horizonte.

24 de dezembro – Superlua de Natal

Esta será a Superlua mais intensa de 2026. A Lua cheia de Natal coincidirá com uma aproximação ainda maior da Terra, criando um cenário especialmente marcante para a noite natalina.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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