Porcos são mais inteligentes que cachorros e muitas crianças

Porcos são mais inteligentes que cachorros e muitas crianças

Empatia, memória e raciocínio: o cérebro dos porcos.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Quando você pensa em animais superinteligentes, provavelmente vem à mente um golfinho, um chimpanzé ou talvez um cachorro. Mas e se eu te dissesse que existe um animal que pode vencer uma criança de três anos em jogos de memória e até usar um joystick para resolver desafios?
Esse animal é o porco. E eles estão prestes a conquistar um lugar no seu ranking de mentes brilhantes da natureza.

Mais rápidos no raciocínio do que você imagina

Pesquisas mostram que os porcos conseguem controlar um cursor na tela para cumprir tarefas, identificar desenhos antigos e novos e até encontrar comida usando um reflexo no espelho. Isso exige algo chamado raciocínio de causa e efeito, que nem todos os animais conseguem desenvolver.

Eles também possuem uma memória impressionante, lembrando por muito tempo onde estão as melhores fontes de comida e reconhecendo outros indivíduos da sua espécie — algo que demonstra inteligência social e emocional.

Empatia que surpreende

Em um experimento curioso, um grupo de porcos foi treinado para associar uma música de Bach a um prêmio ou a um castigo. Quando outros porcos ouviram a mesma música, eles copiaram as reações dos treinados, ficando animados ou preocupados, dependendo do contexto. Isso mostra que eles não só entendem o que acontece ao redor, como também sentem junto com os outros.

Sons que contam histórias

Os porcos se comunicam por meio de diferentes tipos de grunhidos. Alguns indicam felicidade, outros chamam a atenção e até existem aqueles que sinalizam perigo. E não é conversa baixa: um grunhido pode chegar a mais de 95 decibéis, quase o volume de uma motosserra.

Amigos que precisam de espaço

Assim como nós, eles detestam aglomeração. Ficar isolado ou preso em um espaço pequeno é tão estressante para um porco quanto para um ser humano em um ônibus lotado. No entanto, milhões de porcos ainda vivem em condições que limitam sua liberdade e seu bem-estar, mesmo depois de 10 mil anos de convivência com os humanos.

Um novo olhar sobre um velho amigo

Por trás do mito de que porcos são sujos ou mal-humorados existe um animal sociável, inteligente e com emoções complexas. Talvez seja hora de repensar como tratamos esses verdadeiros gênios de quatro patas.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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