Por que católicos não comem carne na Sexta-Feira Santa?

Por que católicos não comem carne na Sexta-Feira Santa?


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Chega a Sexta-Feira Santa e, de repente, uma cena se repete em milhares de casas brasileiras.

O churrasco desaparece do cardápio, o frango fica de lado e os supermercados veem o bacalhau, a sardinha e outros peixes ganharem destaque nas prateleiras.

Mesmo pessoas que não frequentam a igreja ou que não seguem a religião de forma rigorosa acabam repetindo esse costume.

Mas afinal, por que tanta gente evita carne na Sexta-Feira Santa?

A explicação envolve religião, simbolismo, tradição e um costume que atravessa séculos.

A Sexta-Feira Santa é uma das datas mais importantes do cristianismo porque relembra o dia da crucificação e morte de Jesus Cristo.

Por isso, a data costuma ser marcada por silêncio, oração, recolhimento e gestos de reflexão.

Dentro desse contexto, evitar carne na Sexta-Feira Santa passou a ser visto como uma forma simbólica de sacrifício e respeito.

Dentro desse contexto, evitar carne na Sexta-Feira Santa passou a ser visto como uma forma simbólica de sacrifício e respeito

Dentro desse contexto, evitar carne na Sexta-Feira Santa passou a ser visto como uma forma simbólica de sacrifício e respeito

Por que a carne na Sexta-Feira Santa é evitada?

Segundo a tradição católica, abrir mão da carne na Sexta-Feira Santa representa uma pequena renúncia.

A ideia não é simplesmente trocar um alimento por outro, mas fazer um gesto de disciplina e reflexão.

Historicamente, a carne sempre foi vista como um alimento mais nobre, associado a fartura, celebrações e prazer.

Por isso, deixar de consumi-la em uma data marcada pelo sofrimento de Cristo passou a simbolizar humildade e penitência.

O costume existe há muitos séculos e faz parte das orientações da Igreja Católica para a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa.

Durante esse tempo, os fiéis são incentivados a praticar jejum, oração e caridade.

A carne na Sexta-Feira Santa acaba se tornando um símbolo visível dessa renúncia.

A tradição de evitar carne na Sexta-Feira Santa não é uma superstição. É um gesto simbólico de sacrifício e reflexão.

Segundo líderes religiosos, o foco não está exatamente na carne em si, mas no significado do ato de abrir mão de algo que se gosta.

O foco não está exatamente na carne em si, mas no significado do ato de abrir mão de algo que se gosta

O foco não está exatamente na carne em si, mas no significado do ato de abrir mão de algo que se gosta

Por que peixe pode e carne não?

Uma dúvida comum é entender por que o peixe costuma ser liberado, enquanto outros tipos de carne são evitados.

Isso acontece porque, dentro da tradição religiosa, peixes e frutos do mar não eram vistos historicamente como alimentos associados a luxo e celebração da mesma forma que a carne vermelha.

Além disso, em muitas regiões do mundo, o peixe sempre foi um alimento simples e acessível.

Com o tempo, pratos como bacalhau, sardinha, tilápia e moqueca acabaram se tornando símbolos da Sexta-Feira Santa.

No Brasil, a relação entre peixe e Páscoa ficou tão forte que muitas famílias mantêm essa tradição mesmo sem seguir rigorosamente a religião.

É comum ver receitas passadas de geração em geração, especialmente em famílias católicas.

Em alguns lugares, a carne na Sexta-Feira Santa é substituída por grandes almoços com peixe, arroz, legumes e pratos típicos.

Quem precisa evitar carne na Sexta-Feira Santa?

A obrigatoriedade da abstinência vale principalmente para católicos praticantes.

De forma geral, a orientação costuma ser voltada para pessoas entre 14 e 59 anos, desde que não existam problemas de saúde ou restrições alimentares.

Idosos, crianças, grávidas e pessoas com necessidades médicas específicas podem ser dispensados dessa prática.

Mesmo assim, muitas pessoas seguem evitando carne na Sexta-Feira Santa apenas por tradição familiar.

Para alguns, trata-se de fé.

Para outros, é uma forma de manter viva uma lembrança de infância, de almoços em família e de costumes passados entre gerações.

No fundo, evitar carne na Sexta-Feira Santa tem menos a ver com comida e mais a ver com reflexão, memória e espiritualidade.

No fundo, evitar carne na Sexta-Feira Santa tem menos a ver com comida e mais a ver com reflexão, memória e espiritualidade

No fundo, evitar carne na Sexta-Feira Santa tem menos a ver com comida e mais a ver com reflexão, memória e espiritualidade

Uma tradição que atravessa gerações

Talvez seja justamente isso que faz a carne na Sexta-Feira Santa continuar tão presente até hoje.

Mesmo em tempos de redes sociais, delivery e hábitos alimentares cada vez mais variados, muita gente ainda para para pensar antes de escolher o que vai comer nesse dia.

O costume mistura religião, história e cultura.

Ele mostra como pequenos gestos podem carregar significados profundos e permanecer vivos mesmo depois de séculos.

No fim, a carne na Sexta-Feira Santa é apenas a parte mais visível de algo maior.

Ela representa a ideia de renunciar por um instante, refletir e lembrar que nem toda tradição existe apenas por obrigação.

Algumas continuam existindo porque ajudam as pessoas a se conectarem com aquilo que consideram importante.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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