Fumante mais velho do mundo morreu de asma aos 121 anos

Fumante mais velho do mundo morreu de asma aos 121 anos

Fumante desde os 14 viveu até 121 anos. O que explica essa longevidade extrema?


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Imagine alguém que nasceu antes da Primeira Guerra Mundial, viveu a Segunda, presenciou o fim do apartheid, atravessou a pandemia de Covid-19 e ainda chegou ao século XXI lúcido, ativo e celebrando mais um aniversário.

Agora imagine que essa pessoa fumou a vida inteira.

Essa é a história de Jan Steenberg, conhecido como Oom Jan, um sul-africano que afirmava ter completado 121 anos de idade e que morreu poucas horas após comemorar seu aniversário de Ano Novo, vítima de uma crise de asma.

Se a idade declarada for correta, ele teria sido um dos homens mais velhos da história moderna.

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Jan Steenberg, conhecido como Oom Jan, um sul-africano que afirmava ter completado 121 anos de idade


Quem foi o homem que viveu mais de um século?

Jan Steenberg afirmava ter nascido em 31 de dezembro de 1904, na África do Sul. Ao longo da vida, trabalhou como coveiro, pescador e carregador de tacos de golfe, profissões simples que marcaram uma rotina ativa por décadas.

Ele viveu períodos históricos intensos, incluindo duas guerras mundiais, profundas transformações sociais no país e avanços tecnológicos que mudaram completamente o modo de vida da humanidade.

Apesar da idade impressionante, seu recorde não foi oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records. O título de homem mais velho do mundo atualmente pertence ao brasileiro João Marinho Neto.

Ainda assim, a história de Oom Jan chamou a atenção por um detalhe que contraria todas as recomendações médicas.

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Apesar da idade impressionante, seu recorde não foi oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records.

Um hábito inesperado para alguém tão longevo

Jan dizia que fumava desde os 14 anos. Segundo ele, o hábito começou ainda na adolescência e o acompanhou por toda a vida.

Em entrevistas, costumava brincar com a contradição.

Ele afirmava que sua verdadeira fonte de longevidade não estava no estilo de vida, mas na fé.

“Deus é meu oxigênio”, dizia ele ao explicar por que acreditava ter vivido tanto.

Além do cigarro, Jan também atribuía sua saúde a uma bebida tradicional de ervas que consumia quase diariamente e que considerava uma espécie de elixir natural.

Apesar disso, especialistas lembram que casos como o dele são exceções raras e não anulam os riscos comprovados do tabagismo.

O que a ciência diz sobre longevidade extrema?

Histórias de pessoas que viveram mais de 100 anos costumam despertar curiosidade porque desafiam estatísticas médicas.

A ciência aponta que a longevidade extrema geralmente está ligada a uma combinação de fatores, como genética favorável, resistência biológica, ambiente, nível de estresse e até aspectos sociais e emocionais.

Em muitos casos, indivíduos muito longevos possuem características genéticas que os tornam menos suscetíveis aos danos acumulados ao longo da vida.

A longevidade extrema não é resultado de um único hábito, mas de um conjunto raro de fatores que nem sempre podem ser replicados.

Ou seja, histórias como a de Oom Jan são curiosas, mas não devem ser interpretadas como regra.

Uma vida simples, mas cheia de histórias

Jan morreu cercado pela família, deixando duas filhas, netos, bisnetos e até seus animais de estimação, que eram parte importante da sua rotina.

Pessoas próximas o descreviam como um homem humilde, tranquilo e elegante. Ele participava de eventos da terceira idade todos os anos, onde recebia homenagens por ser sempre o participante mais velho.

Mesmo com mais de um século de vida, ainda gostava de dançar, se vestir bem e usar chapéu e terno nas ocasiões especiais.


Coincidência, fé ou genética?

A história de Oom Jan levanta uma reflexão interessante sobre os limites do corpo humano e sobre como a longevidade ainda guarda muitos mistérios.

Ele viveu mais de um século, fumou por décadas e atravessou alguns dos períodos mais turbulentos da história moderna.

Casos como esse não mudam o que a ciência já sabe sobre saúde, mas mostram algo importante: o corpo humano é mais complexo e imprevisível do que parece.

E talvez seja justamente isso que torna histórias assim tão fascinantes.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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