Ej4cular com frequência pode ajudar a evitar câncer de próstata?

Ej4cular com frequência pode ajudar a evitar câncer de próstata?

Descubra como a frequência da ejaculação pode influenciar seu risco de câncer de próstata e quais são os limites recomendados.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Quando se trata de saúde masculina, o câncer de próstata está no centro das atenções. É o segundo câncer mais comum entre os homens globalmente, sendo o câncer de pulmão o único que o supera. No Brasil, a cada hora, oito homens recebem o diagnóstico dessa doença.

A próstata, um órgão reprodutivo fundamental, tem como principal função ajudar na produção do sêmen, o fluido que carrega os espermatozoides durante a ejaculação. Isso levanta uma questão importante: será que a frequência da ejaculação pode afetar o risco de câncer de próstata?

Estudos recentes sugerem que sim. Uma revisão abrangente das pesquisas médicas dos últimos 33 anos revelou que sete em cada 11 estudos mostraram um efeito benéfico da frequência da ejaculação na redução do risco de câncer de próstata.

Mas como isso acontece? A ejaculação pode ajudar a diminuir a concentração de toxinas na próstata, reduzindo assim o risco de desenvolvimento de tumores. Além disso, ela pode alterar a resposta imunológica na próstata, reduzindo a inflamação e aumentando a defesa contra células tumorais.

Entretanto, a frequência ideal de ejaculação varia com a idade. Por exemplo, para homens entre 20 e 29 anos, e entre 30 e 39 anos, a ejaculação frequente parece oferecer mais proteção. Mas a história é diferente para homens mais jovens, onde pode aumentar o risco, e para aqueles com mais de 50 anos, onde pode ser protetora.

Mas o que significa "frequente"? Estudos mostram que homens que ejaculam 21 vezes ou mais por mês têm um risco 31% menor de câncer de próstata do que aqueles que ejaculam de quatro a sete vezes por mês ao longo da vida.

Embora esses resultados sejam promissores, há nuances a serem consideradas. A medição da frequência da ejaculação depende de autorrelatos, o que pode levar a subnotificações ou exageros. Além disso, fatores como idade, estilo de vida e níveis de testosterona também desempenham um papel importante.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente essa relação, uma coisa é clara: a ejaculação frequente, dentro dos limites razoáveis, não só não faz mal, como pode fazer bem à saúde masculina de várias maneiras. Portanto, incluí-la em um estilo de vida saudável é uma escolha inteligente.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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