A Coreia do Sul encontrou um jeito surpreendente de lidar com o problema do lixo orgânico: fazer os cidadãos pagarem pelo que jogam fora. Essa abordagem transformou o país em uma referência mundial em reciclagem de resíduos alimentares, com uma taxa impressionante de 97% de reaproveitamento! Mas, além da taxa, o segredo do sucesso está na combinação de tecnologia de ponta, disciplina cultural e uma pitada de responsabilidade social. A prática comum entre os coreanos de pesar seus resíduos nas "máquinas de reciclagem" espalhadas por prédios e ruas é um exemplo disso.
Desde 2013, o país introduziu o sistema de Taxa sobre Resíduos de Alimentos por Peso, incentivando a população a reduzir o desperdício. Em várias regiões, cada família precisa comprar sacolas especiais ou adesivos para identificar seus restos de alimentos, além de poder usar máquinas de radiofrequência (RFID) que pesam o lixo e descontam o valor automaticamente no cartão. Já imaginou ver o peso do desperdício e sentir no bolso cada grama jogada fora? Essa tática eficaz faz com que os sul-coreanos pensem duas vezes antes de exagerar no lixo e diminui consideravelmente o desperdício.
E o que acontece com esses resíduos reciclados? A maior parte é destinada à produção de ração animal, adubo e até biogás! Claro que, como todo sistema, há desafios – principalmente na questão da saúde animal. Em 2019, por exemplo, um surto de febre suína fez com que o país limitasse temporariamente o uso de restos de alimentos como ração. Mas, apesar dos desafios, o modelo sul-coreano continua a inspirar outros países a adotarem práticas sustentáveis, destacando como pequenas mudanças podem ter um grande impacto.