7 tradições de Natal bem estranhas que existem pelo mundo
Às vezes, parece que o Natal é igual em todos os lugares. Luzes piscando, cheiro de comida especial, árvore enfeitada e aquela sensação de aconchego que só dezembro traz. Mas basta dar uma volta pelo mundo para descobrir um lado totalmente inesperado dessa festa tão familiar.
Existem tradições que desafiam qualquer expectativa e transformam o Natal em um espetáculo de criatividade, folclore e pura excentricidade.
Prepare-se. Algumas dessas histórias parecem saídas de um livro de fantasia.
1. Japão e o Natal com gosto de KFC
No Japão, o Natal não nasceu como uma celebração religiosa, mas como um evento moderno e cheio de marketing. Tanto que milhões de famílias fazem fila no dia 24 para garantir um balde de frango frito da KFC.
Isso mesmo: frango frito se tornou o prato oficial da noite de Natal.
A tradição começou nos anos 70, quando turistas ocidentais procuraram alternativas ao peru e acabaram aderindo ao fast food. A marca percebeu o potencial e lançou uma campanha nacional que virou costume. Hoje, é normal reservar o balde com dias de antecedência.
Comer KFC no Natal se tornou tão comum quanto montar a árvore.
No Japão, comer KFC no Natal se tornou tão comum quanto montar a árvore.
2. Venezuela e a missa de patins
Imagine sair de casa antes do nascer do sol, deslizando pelas ruas com patins, enquanto fogos explodem ao fundo e músicas ecoam pelas avenidas. Esse é o espírito do Natal em Caracas.
Entre 16 e 24 de dezembro, os moradores vão para a missa da madrugada… patinando.
Há ainda um costume divertido: crianças dormem com uma fita amarrada no dedão, deixando a ponta para fora da janela. Quem passa de patins puxa a fita para acordá-las no horário certo.
3. Ucrânia e a árvore coberta de teias de aranha
Enquanto o Brasil aposta em luzes coloridas e enfeites brilhantes, muitas famílias ucranianas decoram a árvore com aranhas e teias artificiais.
A ideia vem de uma lenda antiga. Uma família pobre não conseguia decorar seu pinheiro. Ao acordar, encontrou a árvore envolta por uma teia brilhante feita por uma aranha. Sob a luz do sol, a teia parecia fios de ouro e trouxe boa sorte para todos.
Por isso, até hoje as teias representam prosperidade e proteção.
4. Catalunha e o presépio com um personagem indiscreto
Na Catalunha, o presépio tradicional também inclui uma figura agachada, com as calças abaixadas, escondida entre os elementos da cena.
Ele é conhecido como caganer e existe desde o século XVIII.
Alguns dizem que ele simboliza fertilidade. Outros acreditam que representa humildade, lembrando que todos somos iguais. Independente da interpretação, ele é presença obrigatória nos presépios catalães.
5. País de Gales e o cavalo fantasmagórico que visita as casas
O Mari Lwyd é uma das tradições mais surpreendentes do País de Gales.
Ele consiste em uma caveira real de cavalo coberta por um pano branco e enfeitada com fitas coloridas. Uma pessoa veste a estrutura e sai pelas ruas acompanhada de um grupo que canta e cria rimas para desafiar os moradores.
Quando chegam a uma casa, começam uma espécie de duelo poético.
Se o grupo vencer, o cavalo entra para aproveitar comida e bebida.
Trata-se de um costume tão antigo que pode ter raízes pré-cristãs.
6. Áustria e o lado sombrio do Natal
Enquanto São Nicolau recompensa as crianças comportadas, o Krampus cuida do contrário. Ele é uma criatura assustadora, com chifres, pele escura e língua comprida.
Na noite de 5 de dezembro, adultos se fantasiam de Krampus e participm dos Krampuslauf, desfiles que percorrem as cidades.
A ideia é lembrar às crianças que o bom comportamento também faz parte do espírito natalino.
A figura é tão popular que até cartões natalinos mostram o monstrão.
A figura é tão popular que até cartões natalinos mostram o monstrão.
7. Islândia e o temido Gato do Natal
Na Islândia, o Natal ganha um toque de suspense com a lenda do Gato do Natal.
Segundo o folclore, ele ronda as aldeias durante o inverno e devora quem não ganha uma peça de roupa nova antes da data.
A história surgiu como forma de incentivar trabalhadores rurais a manter o empenho até o fim do ano. A roupa nova era símbolo de reconhecimento e também uma maneira de escapar do enorme gato folclórico.
Uma viagem cultural que transforma o Natal
Essas tradições mostram como o Natal pode ser moldado pelas histórias e pelos valores de cada povo.
O que parece estranho para uns pode ser a memória afetiva mais valiosa para outros.
E é justamente essa diversidade que torna o mundo tão fascinante.