Camarões nos EUA podem estar contaminados com Césio-137

Camarões nos EUA podem estar contaminados com Césio-137

Traços de Césio 137 foram encontrados em camarões importados e levantaram dúvidas sobre a segurança dos alimentos que chegam às prateleiras.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já imaginou comprar camarão congelado e descobrir que ele pode brilhar mais do que uma lâmpada de LED? Parece cena de ficção científica, mas nos Estados Unidos um carregamento de camarões importados da Indonésia foi barrado após testes detectarem a presença de Césio 137, uma substância radioativa extremamente perigosa para a saúde humana.

O que é o Césio 137 e por que ele assusta tanto

O Césio 137 é um subproduto radioativo que costuma ser usado em aparelhos médicos e industriais. O problema é que, em contato com o corpo humano, ele pode provocar desde queimaduras até danos no DNA, aumentando as chances de câncer. Em doses altas, os efeitos podem ser letais. Por isso, a simples suspeita da presença dessa substância em alimentos já é suficiente para acender todos os alertas de segurança.

Camarões que nunca chegaram ao prato

Segundo a investigação, os camarões contaminados foram identificados em portos dos Estados Unidos antes de chegarem ao mercado. Isso significa que nenhum consumidor levou o susto de ter servido um prato radioativo na mesa de jantar. Ainda assim, o episódio levantou uma questão curiosa: como um alimento tão comum pode acabar associado a algo que remete a acidentes nucleares?

Curiosidades sobre alimentos e radiação

  • Você sabia que em alguns países frutas e grãos passam por processos de irradiação controlada para eliminar pragas e aumentar a durabilidade? A diferença é que nesse caso não há risco para a saúde.

  • O Brasil já viveu um episódio grave de contaminação com Césio 137. Em 1987, em Goiânia, um acidente com um aparelho de radioterapia causou um dos maiores desastres radioativos fora de usinas nucleares.

  • Existem celulares que emitem níveis de radiação bem maiores que outros, embora ainda dentro dos limites considerados seguros.

E agora, o que pensar sobre o camarão radioativo?

O caso serve como alerta de que a comida que chega ao nosso prato percorre um longo caminho cheio de etapas de fiscalização. Também desperta uma pergunta inquietante: até onde a tecnologia e a globalização podem colocar à prova a segurança alimentar?

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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