Além do lobo-terrível empresa quer reviver dodô, mamute e lobo-da-tasmânia

Além do lobo-terrível empresa quer reviver dodô, mamute e lobo-da-tasmânia

Empresa promete ressuscitar animais extintos há milhares de anos e reacende debate sobre o futuro da vida na Terra.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Você já pensou em viver num mundo com mamutes-lanosos, dodôs e até o lendário lobo-da-tasmânia? Pois saiba que isso pode estar mais perto da realidade do que você imagina.

Depois de anunciar a criação de filhotes geneticamente modificados inspirados no lobo-terrível – aquele mesmo que aparece como símbolo da Casa Stark em Game of Thrones – a empresa norte-americana Colossal Biosciences agora está focada em “ressuscitar” outras três criaturas que desapareceram da face da Terra há séculos ou milênios.

Não é ficção científica: é engenharia genética de verdade

A Colossal já deu seus primeiros passos rumo à chamada desextinção. Usando técnicas de edição genética superavançadas, os cientistas criaram um rato-lanoso com características do mamute, como pelos espessos e metabolismo adaptado ao frio.

O próximo passo? Usar o elefante-asiático (parente mais próximo do mamute-lanoso) como “base” para reintroduzir genes do extinto gigante da Era do Gelo. E sim, isso está mesmo acontecendo.

Conheça as 3 espécies que eles querem trazer de volta

Além do lobo-terrível (que tecnicamente ainda não “voltou”, mas teve sua aparência recriada), a Colossal quer reviver:

  • Mamute-lanoso: extinto há cerca de 4 mil anos, símbolo da Era do Gelo.

  • Dodô: uma ave desengonçada que habitava a Ilha Maurício, extinta no século XVII.

  • Lobo-da-tasmânia (ou tigre-da-tasmânia): desapareceu no século XX e é símbolo da biodiversidade australiana perdida.

Mas e aí… isso é realmente uma boa ideia?

Nem todo mundo está empolgado com essa história de Jurassic Park da vida real. Muitos cientistas e ambientalistas estão preocupados com as implicações ecológicas, éticas e até sociais da desextinção.

E se esses animais não tiverem um habitat seguro? E se desequilibrarem o ecossistema atual? E se… simplesmente não der certo?

O debate está só começando — mas uma coisa é certa: o futuro da biotecnologia está mexendo com o passado da Terra de um jeito que a gente nunca viu antes.

Curiosidade extra:

Você sabia que o dodô foi extinto menos de 100 anos depois de ser descoberto pelos humanos? Ele não tinha predadores naturais e era tão dócil que virou alvo fácil de caçadores e animais introduzidos pelos colonizadores, como gatos e porcos.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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