Conheça o lado sombrio da Coreia do Sul

Conheça o lado sombrio da Coreia do Sul

Há uma série de aspectos sombrios na sociedade sul-coreana que raramente ganham destaque na mídia convencional.


Jordão Vilela
Por Jordão Vilela

Muito se exalta o sucesso econômico e tecnológico da Coreia do Sul, principalmente em contraste com a reclusão autoritária da Coreia do Norte. No entanto, há uma série de aspectos sombrios na sociedade sul-coreana que raramente ganham destaque na mídia convencional. Desde um passado recente de ditaduras e tentativas de golpe, até desigualdades sociais gritantes, jornadas de trabalho exaustivas e crises de saúde mental, a Coreia do Sul enfrenta desafios internos profundos. Abaixo, fazemos um levantamento detalhado desses problemas pouco discutidos, trazendo fatos e dados para iluminar o lado obscuro da Coreia do Sul.

A Coreia do Sul de hoje é uma democracia, mas esse status foi conquistado apenas após longas décadas sob regimes autoritários. Após a Guerra da Coreia (1950–53), o país experimentou governos autocráticos: o primeiro presidente, Syngman Rhee, governou de forma autoritária e chegou a se proclamar presidente vitalício, até ser deposto por protestos populares em 1960. Em seguida, o general Park Chung-hee tomou o poder por meio de um golpe de Estado em 1961 e comandou o país com mão de ferro até 1979, quando foi assassinado. Sob Park, a Coreia do Sul viveu um regime ditatorial que suspendeu liberdades e impôs lei marcial nos anos 1970 para reprimir a dissidência. A ditadura prosseguiu mesmo após sua morte: o general Chun Doo-hwan assumiu em 1980, período marcado por violência contra manifestações pró-democracia (como o Massacre de Gwangju). Somente em 1987-1988 o país realizou eleições realmente livres – Roh Tae-woo foi eleito em 1987 e, ao terminar o mandato em 1993, tornou-se o primeiro presidente sul-coreano a transferir pacificamente o poder a um sucessor civil eleito. Ou seja, por mais de 25 anos a Coreia do Sul esteve sob ditaduras militares (1961–1987), e a redemocratização foi um processo sofrido, conquistado às custas de grandes mobilizações populares e enfrentamento à repressão.

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Sobre o autor

Jordão Vilela

Jordão Vilela é publicitário, criador de conteúdo e curioso por natureza. Apaixonado por cultura, ciência, comportamento e tudo aquilo que faz a gente parar e pensar “já imaginou isso?”.

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