Dormir bem após ter filhos pode levar tempo: estudo aponta mudanças no sono por até seis anos, com maior impacto entre as mães.
Por Jordão Vilela · 14 de outubro de 2026
O bebê finalmente adormeceu. A casa ficou silenciosa, a luz do quarto foi apagada e, quando o sono começa a chegar, um novo choro interrompe a madrugada.
Uma pesquisa publicada em 2019 na revista científica Sleep, com participação da Universidade de Warwick, no Reino Unido, investigou justamente essa transformação.
Antes de imaginar um calendário com seis anos de noites em claro, vale respirar.
O estudo publicado na revista Sleep utilizou entrevistas anuais realizadas na Alemanha entre 2008 e 2015.
Nos primeiros três meses após o parto, as mulheres relataram uma redução média de 62 minutos de sono, enquanto os homens registraram uma queda de 13 minutos, em comparação com o…
Na rotina de uma casa, isso pode significar muito mais do que ajustar o despertador.
Também é importante observar o que os números não dizem. Uma média não descreve cada casal, não mede o esforço individual e não permite concluir que todos os pais participam pouco ou que todas as mães vivem a mesma sobrecarga.
Não. A expressão pode assustar quando aparece isolada, mas não significa que mães e pais passaram seis anos sem uma noite boa. O ponto de comparação era o sono anterior à gravidez.
Quando nasce uma criança, os conselhos aparecem rapidamente: aproveitar cada segundo, ter paciência, dormir quando o bebê dormir.
A ideia de que “o amor e a adaptação compensam tudo” pode funcionar como mensagem afetiva, mas não deve ser apresentada como resultado científico dessa pesquisa.
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